O novato português contra o velho sueco
O nórdico já esteveem quatro fases finais, contra apenas duas do sportinguista...
Boa parte das atenções antes do Portugal-Suécia de sexta-feira estão centradas nas duas grandes figuras – Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic –, mas seria injusto esquecer pelo menos dois outros jogadores que, certamente, poderão desempenhar papéis importantes no playoff: os guarda-redes Rui Patrício e Andreas Isaksson.
Bem pode falar-se de um confronto particular entre um “novato” – Patrício – e um “velho” experiente – Isaksson. O português vai defrontar a Suécia pela primeira vez, enquanto o nórdico já disputou nada menos que quatro jogos frente a Portugal (perdeu o primeiro, por 2-3, um particular em 2002, e empatou os três seguintes: 2-2 em outro particular em 2004 e 0-0 por duas vezes no apuramento para o Mundial da África do Sul).
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A carreira de Isaksson sofreu altos e baixos, mas isso não o impediu de ter sido eleito o melhor guarda-redes da Suécia nada menos que sete vezes. A primeira aventura no estrangeiro não correu bem. Esteve duas épocas na Juventus, mas não foi utilizado num só jogo oficial devido à presença do holandês Edwin van der Saar. Regressou à Suécia para ganhar os seus únicos troféus (dois campeonatos nacionais e uma Taça) ao serviço do Djugarden, antes de voltar a emigrar. Triunfou no Rennes, mas esteve discreto no Manchester City e por isso rumou ao PSVEindhoven, onde voltou à ribalta. Agora, “emigrou” para a Turquia, defendendo as cores do modesto Kasimpasa.
Rui Patrício, por seu lado, passou toda a carreira no Sporting onde, curiosamente, disputou mais jogos nas provas da UEFApara clubes do que osueco por onde andou. Mas, ao contrário de Isaksson, Patrício é relativamente inexperiente a nível da Seleção Nacional. Esteve no Euro’2008 sem ter sido utilizado, não foi chamado para o Mundial de 2010, até se afirmar, finalmente, no Euro’2012.
No Sporting, venceu a Taça de Portugal e a Supertaça, ambas por duas vezes, tendo sido eleito melhor guarda-redes da Liga na época 2011/12. Contrabalança a menor experiência de seleção em comparação com Isaksson com um maior número de jogos na UEFA (56 contra 40 do veterano sueco).