Ricardo Horta: «Seria um orgulho ganhar uma Liga Europa pelo Sp. Braga, mas vencer um Mundial por Portugal é inigualável»

Extremo foi o primeiro a falar aos jornalistas no arranque da concentração da Seleção Nacional

Ricardo Horta
Ricardo Horta • Foto: LUSA_EPA

De regresso aos convocados de Roberto Martínez, Ricardo Horta foi o primeiro a falar aos jornalistas no arranque da concentração da Seleção Nacional. O avançado do Sp. Braga garantiu que vai fazer de tudo para estar na lista final para o Campeonato do Mundo e deu conta do que pode acrescentar ao grupo, sendo ainda questionado sobre as suas preferências, se no caso preferia vencer uma Liga Europa pelo formação minhota ou um Mundial por Portugal.

Com que expectativas encara esta chamada?
"Confesso que já tinha saudades de pisar este espaço, de estar com a equipa. Veja esta chamada com sinal que estou a fazer bem o meu trabalho, sinal de responsabilidade e muito orgulho"

Quando saiu a convocatória para o último Europeu, recordo que Martinez disse que lhe custou deixar o Horta de fora...
"Vou fazer por isso. Após essa não chamada, eu continuei a trabalhar e procurei continuar a fazer o meu melhor. Agora digo o mesmo. Claro que é uma ambição participar num Mundial, é um objetivo pessoal. É para isso que vou trabalhar, para estar na convocatória final"

Liga Europa pelo Braga ou Campeão do Mundo por Portugal
"Se uma delas acontecer já é uma delas. Não vou responder para não comprometer. Claro que seria um orgulho ganhar uma Liga Europa pelo Braga, mas ganhar um Mundial por Portugal é inigualável. 60 por cento para o Mundial e 40 para a Liga Europa"

Elogios de Roberto Martínez...
"É sempre bom ouvir elogios. Também concordo que é a minha melhor fase na época. Claro que é com muito apreço que oiço elogios e concordo com eles. Ainda não falámos nada sobre o adversário. Mas a expectativas é de fazer um bom jogo, ver as condições climatéricas"

Não fez parte do núcleo duro da qualificação, acha que tem mais pressão para convencer? Optou sempre por ficar no Braga... houve algum momento em que pensou sair?
"É algo relacionado com o clube e não vou estar aqui a responder. Não há pressão, mas sim responsabilidade. Se estamos aqui é porque algo de bom fizemos. É por isso que estou aqui. Tenho feito épocas consistentes e números bons no clube. É um objetivo pessoal mostrar ao selecionador que tenho capacidade para estar na convocatória final"

Fica sentimento de mágoa por estar neste incógnita na Seleção?
"Não sinto mágoa. Temos uma Seleção recheada de qualidade. Acho que somos uma das melhores seleções do Mundo. Temos grandes individualidades. Sei que há muita qualidade e que o selecionador deve ter muitas dores de cabeça. Sinto que tenho que fazer o meu trabalho. Acho que Portugal tem muito talento, experiência e qualidade. Acho que pode ir longe. Participei no Mundial anterior e ficou algo por fazer, que pode ser feito agora"

Em algum momento pensou 'já não vai dar...'. E sobre o Paulinho, como olha para a chamada dele?
"Estou muito feliz por ele. Quanto à primeira pergunta, sempre acreditei que podia ser chamado. Se as coisas correram bem, acho sempre que posso entrar neste lote. Quero mostrar neste espaço o que tenho feito no clube e é esse o objetivo"

Mesmo antes desta chamada, teve alguma conversa com Roberto Martinez? Vem de um jogo muito exigente frente ao FC Porto... se o FC Porto for campeão é justo?
"O que se passou ontem já foi. Foi um bom jogo. Tive a oportunidade de dar os parabéns ao FC Porto pela vitória. Ainda não tive nenhuma conversa com o selecionador. Creio que me foi observar num jogo da Liga Europa, mas acabámos por não falar"

Em relação ao seu momento de forma, sente que chega em melhor forma em relação ao último Mundial?
"Sinto que tenho mais experiência. Acho que não. As carreiras são assim, há momentos bons e maus. Neste momento, e tal como no último Mundial, acho que são momentos bons da minha carreira. As duas chamadas foram justas"

Uma convocatória com muitos avançados...
"Posso acrescentar o que tenho feito. Contribuo com golos e assistências. Penso mais no coletivo do que no individual, competitivo que gosta de ajudar a equipa. Aqui já me conhecem e sabem o que podem esperar"

Como é que reage ver Portugal ganhar a Liga das Nações e saber que podia estar lá dentro?
"Festejei como eles festejaram. Estava no Algarve e festejei como eles. Sou um português, um adepto, quero sempre que a Seleção ganhe, estando ou não na convocatória"

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