'Apito' também soa para... as aulas
FPF disponibiliza condições para os jogadores não perderem a matéria escolar
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Antes de rumar ao Azerbaijão, a Seleção Nacional sub-17 esteve na Cidade do Futebol a preparar o Europeu, que arranca esta quinta-feira. Longe da escola, pensa o leitor. Nada mais errado. Durante uma hora, em cada dia, os jovens craques penduraram as chuteiras e foram para o computador colocar a matéria em dia, sempre com a supervisão de Luís Couto, coordenador pedagógico da FPF.
"Contactamos as escolas ou os clubes, que nos dizem os conteúdos que eles vão perder por estarem no estágio e estes ficam disponíveis numa plataforma. É uma forma feliz e eficaz de minimizar os impactos da alta competição", explica-nos Luís Couto, ao passo que Diogo Leite, jogador do FC Porto, destaca: "A escola também é importante a nível futebolístico. Em termos de raciocínio dentro de campo, quanto mais inteligentes nós somos, mais fácil se torna. Pensamos mais rápido e isso ajuda bastante lá dentro", conta o defesa, que tem o desejo de tirar um curso relacionado com desporto.
Além de destacar a preocupação dos pais, Luís Couto está feliz pelo progresso face aos tradicionais centros de explicação que a FPF contratava, mas acredita que este novo método, aplicado desde 2011/12, pode crescer mais. "Agora é só na pré-competição, mas vamos começar este acompanhamento em torneios particulares, também para ver os impactos desta atividade na competição", sublinha.