Luis Freire quer elevar nível de Portugal no Europeu Sub-21: «Queremos passar à fase final»

Treinador de 40 anos prepara torneio que se realiza entre 16 de junho e 3 de julho de 2027

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Luis Freire durante o treino
Luis Freire durante o treino • Foto: Paulo Calado
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Portugal vai preparar-se nas duas próximas janelas internacionais para estar ao nível da exigência do Europeu de Sub-21 em 2027, assume o selecionador nacional Luís Freire, empenhado em perseguir um inédito troféu na fase final.

"A nossa qualificação é um bom prenúncio, só que vamos disputar no Europeu jogos diferentes dos que tivemos até agora. Há muito trabalho pela frente. A dificuldade é grande, mas Portugal tem tido boas prestações. Queremos preparar-nos para chegar lá e passar à fase a eliminar. Se o conseguirmos, o objetivo já está dito desde o primeiro dia, que é tentar trazer o troféu", frisou o técnico, de 40 anos, em entrevista à agência Lusa.

Qualificado pela 11.ª vez, e quarta consecutiva, para a principal competição de seleções de 'esperanças', cuja 26.ª edição será coorganizada por Albânia e Sérvia entre 16 de junho e 3 de julho de 2027, Portugal, finalista vencido em 1994, 2015 e 2021, já tem três encontros particulares definidos.

O nível tem de aumentar e temos que ter um estofo muito maior. Estes adversários têm nível de competições europeias e das cinco principais Ligas, mas também olhamos para a nossa equipa e há vários a esse nível
Luis Freire 

Selecionado nacional sub-21

Os lusos vão medir forças com a bicampeã Inglaterra, detentora de quatro títulos continentais, no dia 13 de novembro, em Bristol, e recebem a Noruega quatro dias depois no Algarve, nos últimos duelos disputados em 2026, que antecedem a deslocação em março do próximo ano à Espanha, uma das duas recordistas de sucessos no escalão, com os mesmos cinco da Itália.

"Queremos enfrentar este tipo de dificuldade agora, porque o nível tem de aumentar e temos que ter um estofo muito maior. Estes adversários têm nível de competições europeias e das cinco principais Ligas, mas também olhamos para a nossa equipa e há vários a esse nível", admitiu Luís Freire, desejando "competir para ganhar" na estreia em fases finais com Portugal.

O conjunto das 'quinas' vai defrontar outro oponente em março, mas só o desvendará a seguir ao sorteio do Campeonato da Europa, que se realiza a 26 de novembro, em Belgrado, e tem os lusos como cabeças de série.

Seleção Nacional repete as presenças de 1994, 2002, 2004, 2006, como anfitriã, 2007, 2015, 2017, 2021, 2023 e 2025 no Europeu de sub-21

"Essas contas de sermos candidatos ou favoritos não me dizem respeito. O primeiro objetivo está garantido: a presença nos 16 melhores. Portugal está no Pote 1 com Espanha e Inglaterra [além da Alemanha]. Vamo-nos preparar para um sorteio que será sempre duro. Não há nada para analisar antes. Estes particulares mostram que queremos essa preparação", referiu.

A seleção nacional repete as presenças de 1994, 2002, 2004, 2006, como anfitriã, 2007, 2015, 2017, 2021, 2023 e 2025 no Europeu de sub-21, que vai definir os últimos quatro dos 16 participantes nos play-offs de novembro e atribuirá três vagas de acesso aos Jogos Olímpicos Los Angeles2028.

"Se conseguirmos um objetivo único, vamos marcar presença nos Jogos Olímpicos por arrasto. Temos de chegar às decisões e, depois, ser uma das equipas que vai aos Jogos e luta pelo título. Não somos uma presença regular, mas queremos voltar o mais breve possível", avaliou Luís Freire, tendo em vista a quinta campanha lusa no evento, após Amesterdão1928, Atlanta1996, com um histórico quarto lugar, Atenas2004 e Rio de Janeiro2016.

No trajeto até à fase final, Portugal terminou o Grupo B de qualificação na primeira posição, única de acesso direto, com 25 pontos, resultantes de oito vitórias, um empate e uma derrota, numa 'poule' que incluiu República Checa, a caminho dos play-offs, Escócia, Bulgária, Azerbaijão e Gibraltar.

"Temos vários criativos e tentámos potenciar as melhores características dos nossos jogadores. Isso desaguou no caudal ofensivo que se foi vendo com os resultados, alguns avolumados, e as exibições, ao criarmos muitas oportunidades", traçou, tendo os lusos sido o segundo melhor ataque (35 golos marcados) e uma das duas defesas menos batidas (dois sofridos).

Satisfeito com a "energia, paixão e compromisso" de Portugal, Luís Freire destaca a reação coletiva ao empate na República Checa (0-0), campeã em 2002, e à derrota na Bulgária (2-1), com uma reviravolta perto do fim.

"Tivemos sempre dois momentos em mente: o ofensivo e o de estarmos muito prontos para reagir à perda da bola. A partir de agora, vamos querer adversários que nos permitam ganhar mais estofo e ser uma equipa cada vez mais completa, porque o nível e a exigência vão aumentar e temos de ir para outro patamar. Será necessário trabalhar situações que foram pouco trabalhadas até aqui", terminou o sucessor de Rui Jorge ao fim de 15 anos.

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