Azul e Branco, uma paixão feita de conquistas

Um jogo de cavalheiros

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Paulo Teixeira
Paulo Teixeira

Há dias em que o sentimento fala mais alto do que qualquer análise fria. Dias em que ser azul e branco é mais do que apoiar um clube, é viver uma identidade, uma paixão e um orgulho impossível de explicar a quem nunca o sentiu. E no último fim de semana os portistas viveram desses dias. Mas vamos por partes.

Em primeiro lugar, assumo sem rodeios, se face ao sucedido nos últimos dias, eu tivesse de escolher entre uma vitória no futebol ou no hóquei em patins, escolheria, sem pestanejar, a vitória no hóquei. Mesmo considerando que no futebol também se poderia obter um record e ter feito melhor. Tudo isto não por menorizar o futebol, mas porque havia uma história para mudar, um fantasma para afastar e uma conquista europeia para alcançar frente ao eterno carrasco.

Mas também é verdade que uma vitória não apaga tudo. E o resultado da equipa principal de futebol não estava nas minhas piores cogitações. Ganhar é muito importante, mas representar o símbolo azul e branco também exige algo mais.

Mas houve algo que tornou o fim de semana passado ainda mais especial. Isto porque o azul e branco não vive apenas de uma modalidade. Vive de uma cultura de conquista. Vive de um ecletismo vencedor. Vive de atletas, equipas e símbolos que elevam o nome do clube, de uma região e de um país.

Temos a extraordinária Carla Oliveira como número 1 do ranking mundial em BC4, um feito gigantesco que honra o desporto adaptado e demonstra que a excelência não conhece limites. É uma atleta que está há dezasseis anos no nosso clube.

No futebol, os resultados falam por si, fomos campeões nacionais seniores, campeões nacionais de Sub-19, campeões nacionais da 2.ª Divisão feminina e aqui também finalistas da Taça de Portugal, fomos a melhor equipa B da II Liga, e ainda tivemos o jovem Mateus Mide (atualmente nos sub-19 e na Equipa B) distinguido pela FIFA, como o melhor jogador do Mundial Sub-17.

Como se tudo isto não bastasse, conquistámos também o Campeonato Nacional de Voleibol, depois de já termos vencido a Taça de Portugal. Uma época memorável, numa modalidade que continua a crescer e a afirmar o nosso clube no topo nacional. E aqui não posso deixar de fazer uma referência muito especial ao Pedro Violas e ao José Carlos Ribeiro como grandes dirigentes desta secção e principais patrocinadores desta modalidade no nosso Clube.

E depois, temos o hóquei em patins. A tão desejada Liga dos Campeões, conquistada diante do poderoso FC Barcelona, precisamente o adversário que tantas vezes nos roubou sonhos em finais europeias, penso que foram seis finais perdidas. Mas desta vez, porém, a história escreveu-se de azul e branco.

De momento só não acrescento para já os Sub-17, ao lote de conquistas, porque não gosto de lançar foguetes antes da festa. A vida ensina-nos que a prudência também faz parte da nossa grandeza.

Por último e a culminar toda esta onda azul e branca, tivemos esta semana o início da construção do CAR - Centro de Alto Rendimento, em Vila Nova de Gaia. Uma obra prometida pelo atual Presidente e um projeto estruturante e fundamental para o Futebol Clube do Porto. O início desta infraestrutura representa, pois, uma nova era para o nosso clube.

Por hoje é tudo e no próximo sábado à tarde todos os caminhos vão dar à Avenida dos Aliados, no Porto, para a grande festa do título maior do futebol português.

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