E o campeão voltou

Um jogo de cavalheiros

Seguir Autor:

Paulo Teixeira
Paulo Teixeira
Adicione como fonte preferencial no Google

O Futebol Clube do Porto entrou no campeonato nacional da Primeira Liga 2026-2027 com uma vitória por dois a zero sobre o Alverca, num Estádio do Dragão com mais de quarenta e sete espectadores presentes.

O resultado não é daqueles que alimentam manchetes durante uma semana inteira, mas é suficientemente claro para deixar uma primeira mensagem, o campeão começou a defender o seu título com autoridade.

Não foi uma noite de exuberância permanente, nem seria razoável exigir que fosse, pois a primeira jornada é sempre um território de descobertas. Há pernas que ainda procuram o ritmo, mecanismos que precisam de tempo para funcionar e alguns jogadores a tentarem perceber, em campo, aquilo que durante a pré-época foi treinado, apesar da equipa começou o jogo, apenas um jogador não esteve presente na época passada, o André Silva. Mas há coisas que não se treinam, pois a identidade, a exigência e a obrigação de vencer fazem parte do ADN portista. E foi isso que se viu.

O Alverca apresentou-se organizado, procurando dificultar a construção do jogo azul e branco e obrigando o Porto a ter paciência, mas o Dragão conhece bem este tipo de incidências, e é preciso insistir, circular a bola, aumentar a intensidade e esperar pelo momento certo para abrir a porta. O Porto acabou por fazê-lo e, depois, controlou.

O resultado valeu três pontos, e também tranquilidade. Num campeonato longo, em que cada ponto terá de ser conquistado com unhas e dentes, começar a ganhar é muito mais do que uma questão estatística, é uma declaração de intenções.

É demasiado cedo para tirar grandes conclusões, uma época não se ganha na primeira jornada, assim como não se perde, mas também é verdade que os grandes campeões sabem que as épocas se constroem precisamente nestas pequenas afirmações iniciais. Uma vitória segura, uma baliza a zero, três pontos no bolso e a certeza de que a equipa começa a perceber aquilo que lhe é pedido.

Sabemos que ainda há muito a melhorar e o Porto terá certamente adversários mais exigentes, jogos mais fechados, deslocações complicadas e momentos de enorme pressão, haverá jogos em que será preciso jogar muito melhor do que nesta estreia, mas também haverá outros em que será necessário sofrer mais.

Mas isso fica para depois, neste momento, o que importa é o regresso do campeonato, o regresso do Dragão, a luta por cada ponto, e acima de tudo regressou um campeão que sabe que, a partir de agora, todos quererão derrotá-lo.

E a este propósito lamento profundamente a forma como alguns opinion makers, os mesmo do costume, abordaram a forma como o meu clube obteve os dois golos. Da leitura que fiz, em todos os jornais desportivos, e não só, os comentários de todos aqueles que ali o fazem e sendo todos antigos árbitros, não houve um comentário que discordasse dos dois penalties assinalados. A única coisa que sou obrigado a afirmar, é que não fora o VAR e, cometiam-se duas grandes injustiças naquele jogo.

Havia saudade, havia expectativa, havia sobretudo, aquela ansiedade própria de quem passou semanas a imaginar como seria o primeiro capítulo de uma nova época, e finalmente, O CAMPEÃO VOLTOU.

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo

Ultimas de Um jogo de cavalheiros

Notícias
Notícias Mais Vistas