Entre a opinião, a gestão e a eficácia
Um jogo de cavalheiros
Seguir Autor:
No contexto do futebol português, a sigla SAD significa Sociedade Anónima Desportiva, ou seja, falamos de uma empresa criada para gerir a atividade profissional de um clube ou de uma equipa desportiva, com uma personalidade jurídica própria, os seus acionistas, uma administração e capital social, funcionando, em muitos aspetos, como uma sociedade comercial.
Por exemplo, quando se fala na SAD de um clube de futebol, estamos a falar da entidade responsável pela gestão da equipa profissional, incluindo questões como a contratação e venda de jogadores, os salários e contratos, as receitas e as despesas, os direitos televisivos e patrocínios, a gestão financeira, as infraestruturas e outras atividades ligadas ao futebol profissional.
E no mundo do futebol também temos como intervenientes, os comentadores desportivos, que são pessoas que, através de um meio de comunicação, televisão, rádio, jornais, sites ou redes sociais, analisam, interpretam e emitem opiniões sobre acontecimentos e questões da esfera do futebol. E neste âmbito, também é importante distinguir o que é um comentador e o que é um jornalista. Este último procura, em princípio, informar e previamente investigar, enquanto o comentador tem como principal função analisar e expressar uma opinião. Na prática, algumas pessoas podem desempenhar funções jornalísticas e de comentário em momentos diferentes.
Assim como se pode ver, um comentador desportivo é uma figura que nada tem a ver com a gestão de uma SAD, mas é uma pessoa que através da sua exposição pública tem muita influência junto dos adeptos e até da própria opinião pública, podendo exercer pressão ou influenciar a perceção sobre as decisões dos dirigentes das SAD's.
E aqui chegados não posso deixar de dar os parabéns à SAD do FCPORTO, que nas últimas semanas conseguiu blindar a sua estrutura interna e não vacilar na transferência de Rodrigo Mora para Itália, apesar do ruído diário intenso sobre esta matéria, ruído esse emanado de quem tudo fez para que o negócio não se concretizasse, procurando destabilizar até em termos internacionais o negócio do momento. E aqui sou obrigado a recuar até ao jogo disputado em Vila do Conde, face ao que alguns palrearam para perturbar a nossa equipa, mas ainda não foi desta que o conseguiram. Tenho pena é que não tenham perdido tanto espaço, do seu tempo de antena, a explicar o inexplicável acontecimento de Rio Maior. Uma verdadeira vergonha desportiva.
Mas talvez não o fizeram, porque confesso não haja interesse, e a notícia de Rio Maior não venda assim tanto, fazendo-me com este exemplo, recuar ao inexplicável acontecimento da era Calabote. É por isso que tenho orgulho em ser portista e me lembre bem quão difícil era antigamente passarmos para além de Rio Maior.
O futebol português e tudo o que gira em torno dele precisa de mais tranquilidade e menos de “mentideros”.
Por fim, desejo boa sorte ao Rodrigo Mora e nós por cá continuaremos a fazer o nosso caminho rumo ao bi-campeonato.