Noite de emoções na Gala dos Dragões de Ouro
Um- jogo de cavalheiros
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Há noites que ficam na memória e há momentos que ultrapassam o brilho de uma cerimónia e nos tocam por dentro. A Gala dos Dragões de Ouro é, para mim, precisamente isso, uma celebração do FC Porto, das suas pessoas, da sua história e, acima de tudo, dos sentimentos que nos ligam ao clube. E a noite da Gala de 2026 teve um significado ainda mais especial.
Eu em 2009, tive a honra e o privilégio de receber um Dragão de Ouro, das mãos do Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. Foi um momento que guardo até hoje com enorme orgulho e emoção. Ao receber aquela distinção significou muito mais do que subir a um palco e receber um troféu, foi sentir que, de alguma forma, o meu percurso e a minha ligação ao FC Porto tinham sido reconhecidos.
Por isso, todos os anos ao regressar a esta gala, e assistir a novas homenagens tem naturalmente para mim um sabor muito especial. Por exemplo, ao ver Teófilo Cubillas ser distinguido, foi recordar uma figura que faz parte da história e da memória do futebol. Um jogador que eu vi jogar, aliás assisti à sua estreia num jogo em Guimarães, foi um nome que atravessou gerações e que continua associado à grandeza do nosso clube.
Também Paulo Frute recebeu o reconhecimento que merece, num momento que representou a valorização daqueles que contribuíram para construir a identidade portista.
E são estas histórias, estes homens e estes percursos que ajudam a explicar aquilo que o FC Porto é.
Mas houve um momento que, para mim, teve uma emoção muito particular, a homenagem ao Sr. Ilídio Pinto, o Sr. Pinto da Petúlia. Um histórico dirigente portista, eu ainda fiz parte de uma direção com ele a Vice-Presidente, uma figura profundamente ligada à vida do FC Porto e à sua história. Um dirigente que trabalhou com dois Presidentes, Américo de Sá e Jorge Nuno Pinto da Costa. E houve emoção, porque o Sr.Ilídio Pinto, faz parte daquelas pessoas que deixam uma marca que vai muito além dos cargos que ocuparam.
Mas, a Gala dos Dragões de Ouro é também feita de troféus, de homenagens e de grandes nomes. Mas é também feita de memórias. Um Dragão de Ouro não é apenas um prémio, é uma memória, é uma responsabilidade, é uma ligação a uma história maior do que cada um de nós. E talvez seja essa a verdadeira força desta gala, juntar passado e presente, juntar gerações, recordar quem ajudou a construir o FC Porto e celebrar aqueles que continuam a escrever a sua história. Saí esta noite, do Super Bock Arena, com o coração cheio.
Cheio de orgulho pelo que vivi em 2009, de emoção pelo que testemunhei hoje e, sobretudo, de gratidão por fazer parte, à minha maneira, desta enorme família azul e branca.
Há momentos que passam, e há momentos que ficam para sempre, e esta noite, sem dúvida, foi uma dessas noites.