Rumo aos Aliados, 25 de Abril sempre

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Paulo Teixeira
Paulo Teixeira

Cinquenta e dois anos após a Revolução dos Cravos, o número de associados do Futebol Clube do Porto atingiu os 175 mil sócios, estabelecendo um novo máximo na história do clube. Este facto é revelador da dimensão social do FC Porto, como também a sua capacidade de mobilização, só por isto deveria ser mais respeitado e não o tem sido.

No campo desportivo, os números falam por si, na história da democracia portuguesa, somos a instituição, em Portugal, que no seu palmarés e conjuntamente, tem mais títulos a nível nacional e internacional.

No passado fim de semana comemoramos uma data histórica para Portugal, e também no desporto em Portugal, a nação portista, comemorou em liberdade o campeonato nacional da Segunda Divisão de futebol feminino, vencemos a taça de Portugal em Bilhar, no hóquei em patins deu-se uma reviravolta no alto Minho e nos sub-17 também vencemos e somos cada vez mais líderes. Outro título podia ter sido conquistado neste fim de semana de Abril, pelos sub-19, mas alguém vestido de negro não o quis.

No seu conjunto, todos os indicadores revelam um FC Porto em processo de renovação, com melhorias nas finanças do clube, na base associativa, nos êxitos das coletividades e na composição do plantel da sua equipa principal de futebol.

Estamos por isso perante um cenário que aponta para a construção de um novo ciclo, onde sustentabilidade e competitividade procuram caminhar lado a lado.

E por falar em novo ciclo, na passada segunda-feira, dia 27 de Abril, o Presidente do Clube, André Villas Boas completou dois anos de exercício de funções e que melhor prenda poderia ter tido, quando, na noite de domingo, recebeu a notícia de que o principal adversário, na competição maior, tinha empatado na Vila das Aves.

E foi curioso ver alguns “especialistas” a dizerem que foi o árbitro que antecipou o título ao FCPorto não assinalando, na Vila das Aves, uma grande penalidade a favor do clube da segunda circular, quando esses mesmos especialistas na passada terça-feira, no Estádio do Dragão, nada disseram do lance que vitimou o William Gomes, que poderia ter mudado a história do jogo e que levaria à expulsão do jogador adversário logo nos primeiros cinco minutos.

E como poderia ter sido diferente o nome dos participantes das meias-finais da prova rainha do nosso futebol, se um novo Calabote não tivesse feito também das suas no último jogo do meu clube, nas meias finais da Taça de Portugal, ajudando o depauperado leão a alcançar a final.

Enfim que o 25 de Abril chegue de uma vez por todas ao futebol português, e que no próximo domingo possamos iniciar a caminhada rumo à Avenida dos Aliados, culminando a mesma no terceiro fim de semana de Maio com uma grande festa.

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