Torreense segurou a Taça de Portugal Generali Tranquilidade
Seguradora esteve no Jamor, apostando na proximidade aos adeptos e na promoção de um ambiente seguro, marcado por convívio, emoção e fair-play.
• Foto: Fernando Costa
O Jamor acordou cedo para a festa da Taça de Portugal Generali Tranquilidade. Ainda o sol acordava algo estremunhado e já havia fumo no ar, grelhadores improvisados, geladeiras, mesas montadas à pressa e grupos a ocupar o espaço destinado aos fãs. É assim todos os anos, mas esta final da Taça de Portugal Generali Tranquilidade era especial, devido à promessa de surpresa se o pequeno Torreense se impusesse ao mais forte Sporting.
“Seguramos a festa, até segurares a Taça”, prometeu a Generali Tranquilidade aos adeptos, na contagem decrescente para a final do troféu, ao qual associou o nome pelo segundo ano consecutivo, reforçando a ligação entre a marca e um dos eventos mais emblemáticos do calendário desportivo português. “É um enorme motivo de orgulho para nós porque a Taça de Portugal é muito vivida por todos os portugueses”, frisou Maria João Silva, diretora de marketing da seguradora. “Os clubes pequenos tornam-se grandes e defrontam-se equipas que, no início da época, nunca pensariam atingir esta fase. É uma festa de todos.”
A presença da marca cedo se fez sentir num Jamor a encher de adeptos desde a madrugada. Como a Generali Tranquilidade também se revê “no espírito de grupo, energia e alegria com fair play” presentes na festa da Taça de Portugal, juntou-se aos portugueses. “Vieram pessoas de muitos pontos do País, com muita antecedência. Temos piqueniques incríveis”, observou Maria João Silva. “O nosso propósito é que os nossos clientes e os portugueses tenham um momento seguro e se sintam felizes.”
No terreno, esta proximidade traduziu-se em ações concretas — promotores junto das famílias, colocação de sombras e distribuição de águas ou sofás —, para garantia de conforto e bem-estar num dia marcado pela intensidade. “Temos procurado cuidar das pessoas de uma forma natural, para que tudo aconteça com normalidade”, explicou Maria João Silva, ressalvando que a marca não substitui as autoridades e apenas pretende “passar uma mensagem positiva”.
Encontro de irmãos
Embora diluídos numa multidão de adeptos com as mesmas cores, os apoiantes confessaram sentir-se em segurança, em “família”, unidos por sacrifícios e uma devoção pelos respetivos clubes difícil de explicar.
Protegido do calor pelas zonas de sombra colocadas pela Generali Tranquilidade, Tiago Bernardino, 25 anos, cumpriu o ritual de acompanhar o Sporting em todos os jogos fora do Estádio de Alvalade. O grupo de 26 pessoas no qual se inseriu chegou ao Jamor ainda antes da meia-noite para garantir a melhor colocação. “É o amor ao clube. Depois, bom clima, bons amigos, bons copos. Gostamos deste dia bem vivido. Acima de tudo, vivemos o Sporting, que é o mais importante”, explicou o sportinguista, que antecipara “uma noite de choro” se a equipa perdesse a final com o Torreense.
A poucos metros, a convivência entre simpatizantes de cores diferentes confirmava a inexistência de rivalidades exacerbadas. Bruno Barata, 22 anos, tem dois amores, Sporting e Torreense, mas, nesta final, escolheu a terra natal de Torres Vedras. “Vim com sportinguistas e não há qualquer atrito”, garantiu o adepto do clube da II Liga. “Sinto-me muito seguro. Estou entre amigos.”
Do lado leonino, Leonor Trovão, 23 anos, chegou às seis da manhã num grupo de 40 pessoas. Todos com bilhete e o mesmo objetivo: apoiar o clube no estádio e festejar. “A Taça de Portugal é uma tradição que, como disse o nosso capitão [Morten Hjulmand], não se explica — vir para aqui de manhã, beber cervejas, comer uma carne e estar em família, que é o Sporting. No final, assistir ao jogo e festejar a vitória do clube”, antecipou Leonor Trovão. Confiante, a adepta rejeitava o pessimismo: “Não vamos perder. Vamos com tudo e a derrota não é uma opção.”
Dentro do estádio, a narrativa escreveu-se de outra forma… e no final, entre abraços e lágrimas, João da Silva, 70 anos, adepto do Torreense, procurava as palavras com solenidade. “É uma alegria muito grande. O clube da minha terra… não esperava, mas tinha uma esperança escondida.” Sorriu. “É uma vitória justa.”
À despedida, o Jamor começou a esvaziar-se: carvão apagado, copos vazios, bandeiras dobradas. Entre a surpresa no relvado e a celebração nas bancadas, a final voltou a provar que a Taça de Portugal Generali Tranquilidade “é mais do que um jogo”. É encontro, identidade e partilha. “Enquanto marca, queremos que as pessoas se lembrem de nós na altura de fazerem um seguro e tenham orgulho na associação da sua seguradora à prova rainha do desporto português. Queremos que este momento fique na memória das pessoas e que tenhamos feito parte dessa festa de uma forma simples”, rematou Maria João Silva.