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Circuito Internacional de Vila Real: uma história que vai além fronteiras

Pilotos nacionais e internacionais aceleram no Circuito Internacional de Vila Real desde 1931. 53.ª edição do Circuito Internacional de Vila Real decorre entre 28 e 30 de junho.

Vila Real é uma cidade que respira desporto automóvel. É assim há quase um século! Decorria o ano de 1931 quando eram lançadas as primeiras sementes do Circuito Internacional de Vila Real. Depois de, uns anos antes, alguns entusiastas de automóveis terem organizado gincanas, pequenas perícias de automóveis e concursos de elegância e feiras, em 1931 tem lugar a primeira edição do Circuito Automóvel de Vila Real, organizado pela mesma comissão de pessoas que coordena as Festas da Cidade. Para suportar os custos da prova é lançado em Vila Real um imposto sobre cada quilo de carne. Deste modo, e com o apoio da Secção Regional do Norte do Automóvel Clube de Portugal, surge o Circuito Automóvel de Vila Real com uma extensão de 7.150 metros, no qual os concorrentes teriam de cumprir 20 voltas, perfazendo um total de 143 quilómetros.

Aqui começou o caminho para o futuro, mas não foi sempre a acelerar. Houve abrandamentos. Até ao eclodir da II Guerra Mundial “foi sempre a abrir”. O traçado em Vila Real é pavimentado (o circuito era de terra batida e o pó era um problema para pilotos e assistência), a prova passou de nacional a internacional com a participação de pilotos estrangeiros, e os modelos que brilham são os Bugatti 35 C/51, os Alfa Romeo 6C e 8C ou os Ford V8. Note-se que em 1936 o cineasta Manoel de Oliveira corre em Vila Real com um BMW315.

Depois da travagem a fundo com a segunda grande guerra, nos anos 50 o circuito volta a animar e no final dessa década, Vila Real recebe grandes nomes do automobilismo internacional, como Nicha Cabral, David Piper, Sir Stirling Moss e Maria Teresa de Filippis.

Depois houve umas “lombas” que causaram um interregno de alguns anos, mas, no final dos anos 60, também houve novidades com competições novas e diversas curiosidades até que se chega à década de 70, quando se vive a época de ouro do Circuito de Vila Real. Nas edições de 71, 72 e 73 as provas trazem dezenas de pilotos estrangeiros e grandes carros. Porém, a crise do petróleo que se vivia levou o Governo proibir as competições automóveis, suspendendo as provas em Vila Real até 1979, pondo fim aos anos de ouro do circuito.

Já este século – entre 2007 e 2010 – tenta-se fazer renascer o desporto automóvel em Vila Real, mas sem sucesso. Até que, em 2014, é fundada a Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real, a qual, em parceria com o município de Vila Real e o Clube Automóvel de Vila Real, foi responsável pelo regresso com êxito dos motores à capital transmontana. Para quem tem dúvidas deste sucesso, de 28 a 30 de junho decorre mais uma edição do Circuito Internacional de Vila Real.



Este é o ano em que os Turismos e Fórmulas são os reis das corridas e a velocidade média é colocada na fasquia dos 152.570 kms/h. Em 1967 é a primeira vez que aparecem a competir em Vila Real os Porsche preparados na Garagem Aurora (Porto). O corolário do programa são as Corridas de Fórmula 3, em que nos portugueses se destacou Carlos Gaspar, que ainda hoje é o detentor do recorde de velocidade do Circuito: 178,171kms/h.

É quando são introduzidas melhorias na pista: as boxes são deslocalizadas 300 metros para a frente, são colocados novos rails e é construída uma bancada na zona das boxes, que alberga mais de mil pessoas. Neste ano, Mike De’Udy (Lola T70) e David Piper (Ferrari 330 P3/4) são os protagonistas do Circuito.

É o ano em que há vários portugueses a vencer em todas as categorias.