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Record Challenge Park: râguebi faz placagem à pandemia
Isabel Osório levou-nos ao chão com bastante facilidade mas nos pontapés até nos saímos muito bem
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É já amanhã! O Record Challenge Park está aí e, por isso, damos o exemplo. O râguebi é uma das modalidades que poderá experimentar e porquê? Porque é bem divertido. Nós que o digamos. A equipa de reportagem do nosso jornal foi até ao Jamor, onde estava Isabel Osório à nossa espera. A jogadora do Sporting e da Seleção Nacional deu-nos uma autêntica lição da teoria e da base deste desporto.
Como já tem vindo a ser habitual, a parte teórica foi a mais, digamos... simpática. "O objetivo é fazer ensaio, ou seja, temos de ultrapassar a equipa adversária para chegar à zona de ensaio e tocar com a bola no chão", começou por explicar, acrescentando: "Mas atenção, para passarmos a bola, só o podemos fazer em linha ou para trás. Não podemos passar para a frente. Se quisermos colocar a bola na frente, terá de ser com um pontapé."
Há que ser honesto e, por isso, admitimos que não tivemos uma boa prestação nos passes, mas quando chegou a parte dos pontapés a história foi outra. "O pontapé aos postes acontece, por exemplo, depois de marcarmos um ensaio. A primeira coisa é colocar o cone em frente ao alvo, depois colocar a bola de modo a que a risca fique alinhada com o alvo. Depois é colocar o corpo em cima da bola e rematar", exemplificou a craque e, logo a seguir, passámos no teste com distinção. Se contasse, tinham sido três pontinhos, não para o País de Gales, mas sim para Portugal. Para acabar em beleza, vieram as placagens. "Vou placar com o ombro direito, tiro-te a força das pernas com os meus braços e, depois, com o ombro vou colocar-te no chão", atirou Isabel, passando, desde logo à prática.
Como pode ver acima, não foi uma experiência nada fácil, mas, ao contrário do que parece, não é nada violento. É tudo técnica. Por isso, amanhã fiquem-se pelos passes e pelos pontapés para não haver lesões...
A caminhar para a normalidade
Carlos Amado da Silva, presidente da Federação Portugal de Râguebi, admite que os tempos não são os mais fáceis, mas garante que isso poderá estar prestes a mudar. "Há dois ritmos, o das Seleções que continuaram a competir e há o dos clubes, que tiveram de parar. Tocou-lhes muito, perderam muita atividade, entre 60 a 70 por cento dos atletas. Já a Seleção tem tido resultados acima das expectativas, não só os Lobos, mas também os Lusitanos. Mas estamos a tentar caminhar para a normalidade e agora, em novembro, vamos ter um jogo incrível, histórico contra o Japão. Vai ser bom para a divulgação", frisou o dirigente.