Francisco Neto: «Se conseguirmos estar emocionalmente estáveis, vamos competir até ao fim»

Francisco Neto, selecionador nacional feminino
• Foto: Diogo Pinto/FPF

Francisco Neto, selecionador nacional de futebol feminino, marcou presença na Gala das Campeãs e, em declarações a Record, abordou a nova temporada da Liga BPI e a participação de Portugal no Mundial sub-20 de futebol feminino. O treinador português acredita que a seleção jovem portuguesa pode levar de vencida a Espanha, no encontro de amanhã, às 17h30.

Sensação de estar na Gala das Campeãs?

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Acima de tudo, é com muito orgulho. Dar os parabéns ao Record, é sempre especial, é sinal do reconhecimento do crescimento do futebol feminino. Como é lógico, nós, Federação Portuguesa de Futebol, temos de nos associar. Hoje é dia de comemorar o desporto no feminino.

O que achou da temporada passada? Como tem visto a nova temporada?

Com muita expetativa. Foi uma época com muitos acontecimentos. Estamos com grandes expetativas para o que aí vem. É uma época que já iniciou, que já está em competição. Já temos seleções nacionais a competir. Amanhã, temos mais um momento que pode ser marcante do nosso percurso, das seleções nacionais. O apuramento para o Mundial está a decorrer. Tivemos ainda agora o futebol de praia, teremos o futsal. É um ano com muitas coisas a acontecer para as seleções. Esperamos uma Liga BPI muito competitiva. Temos clubes portugueses a representar-nos nas competições europeias. Com muita expetativa para aquilo que aí vem. 

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Como tem visto o percurso da seleção de sub-20?

Com muita expetativa, mais uma vez, mas também com muita realidade. É um grupo que conheço relativamente bem. Há jogadoras que já estiveram connosco, na seleção A. Temos feito esse acompanhamento, por um lado, por apoio, por outro, para observarmos e estarmos mais perto das nossas jogadores. Agora, a nossa competitividade, a nossa organização, aquilo que temos vindo a fazer, não só nesta seleção, mas também nas outras, demonstra o crescimento do espaço seleção, mas também do contexto clube, onde estão inseridas o ano todo. Isso faz com que elas cresçam, se tornem mais competitivas. Isso, depois, reflete-se em espaço seleção. 

Até onde é que a seleção pode chegar?

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Nós, não é cliché, é mesmo aquilo que temos vindo a falar, e de certeza que é aquilo que a mister Marisa lhes pede, é jogo a jogo. Chegou o momento a eliminar. Num primeiro momento, o objetivo era chegar à fase a eliminar. Sabemos que amanhã teremos um grande adversário. Está habituado a ganhar e a estar nas finais, com outro tipo de experiência, mas sabemos que nas seleções mais jovens essa diferença é reduzida, devido à gestão emocional do jogo. Amanhã, mais do que tudo, vamos ser muito competitivos. Se conseguirmos estar emocionalmente estáveis no jogo, vamos competir até ao fim. Quando se compete até ao fim, tudo pode acontecer. 

Acredita que podemos estar mais uma vez no Mundial?

Sim, só temos esse pensamento. Para já, muito focados na Irlanda do Norte. Fazer o nosso trabalho e depois desse play-off, se formos competentes, poderemos verificar quem será o nosso adversário. O grande objetivo é estar no Mundial, onde já estivemos, e queremos voltar a estar. 

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Por Francisco Guerra
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