Todos podem ambicionar um cinturão

Modalidade esteve pela primeira vez no Record Challenge Park e foi um sucesso a todos os níveis

• Foto: Bruno Colaço

O boxe foi uma das grandes novidades do Record Challenge Park e provou ter sido uma aposta ganha. Colocado no centro do relvado do Estádio 1º de Maio, o espaço dedicado a esta modalidade de combate olímpica, uma das mais populares em todo o mundo, foi dos mais frequentados durante o dia e atraiu a atenção de pugilistas de todas as faixas etárias. Uns bem mais familiarizados com as luvas e com os ringues do que outros, é certo, mas todos mostraram enorme vontade de se divertir e aprender com os conselhos e dicas dos mestres e de atuais e antigos atletas que marcaram presença.

A oportunidade para a modalidade se mostrar e captar o interesse de públicos menos familiarizados com a mesma, especialmente entre os mais jovens, foi aproveitada ao máximo. E Rui Pavanito, bicampeão nacional, europeu e dos países latinos, deixou grandes elogios ao evento e destacou a visibilidade dada ao boxe. “Para mim, estar aqui é uma satisfação enorme. Por vezes, e há quem não perceba, isto dá-nos mais motivação e gosto do que receber um apoio ou um patrocínio. É uma forma de mostrarmos aquilo que fazemos, o que lutamos e o que conquistamos”, afirmou-nos o pugilista, que exibiu os principais cinturões  conquistados ao longo da carreira e foi bastante requisitado para tirar fotografias com os fãs e outros participantes.

Com 45 anos, deu os primeiros murros... aos oito. E assume que “hoje em dia o boxe está muito diferente” do que era quando começou. “Naquela altura, ninguém gostava, pois tinha associada aquela imagem violenta. Sinto-me ainda mais satisfeito, pois dei o meu contributo para mudar a imagem do boxe e continuo a fazê-lo. Tenho uma escola, com o meu irmão, onde criamos e formamos atletas. Acabam por ser como nossos filhos e cria-se uma família e uma amizade muito grande”, adiantou.

Em 2020, Rui Pavanito, natural da Quinta do Conde, viu a pandemia estragar-lhe os planos e sua despedida dos ringues teve de ser adiada, algo que irá acontecer ainda este ano.  “Ainda me sinto muito bem, em termos físicos e mentais. Não queria acabar por causa da Covid-19 e até ao fim do ano vou voltar a combater e concretizar esse objetivo de sair, mas a competir em grande”, justificou.  

Só tem 14 anos mas já é campeão internacional

Centenas de jovens passaram pelo espaço dedicado ao boxe e um chamou a atenção da reportagem de Record. Dinis Chornovil, de apenas 14 anos, conquistou recentemente um título internacional no ‘Portimão Box Cup’. E contou-nos como começou a aventura nos ringues. "Um amigo foi para o boxe e eu quis entrar para saber defender-me. Para mim o boxe era uma brincadeira, era só porrada. Depois saímos para jogar futebol e arrependi-me. Estive lá um ano, voltei e agora isto é uma família para mim", conta o jovem, que mostra grande ambição: "Quero ganhar prémios, medalhas e ser profissional." Dinis nasceu em Portugal, mas os pais são ucranianos. E por isso não fica indiferente à guerra: "Tenho lá família e preocupa sempre."

Por André Antunes Pereira
Deixe o seu comentário
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Record Challenge Park

Notícias