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A vida de Nicklas Bendtner é bem mais do que uma novela mexicana, é uma autêntica obra cinematográfica que contém todos os estilos e mais alguns! Atualmente no Copenhaga, com 31 anos, e longe dos tempos áureos no Arsenal (2005), onde na altura, com 17 anos, era visto como um dos avançados mais promissores da Europa, o dinamarquês lançou esta terça-feira a sua autobiografia, 'Both Sides', na qual revela muitos pormenores da sua carreira e vida íntima, alguns deles bem polémicos. Das rotineiras noitadas com mulheres nos estágios da seleção dinamarquesa a uma tentativa de abuso sexual de que foi vítima. Nada ficou por dizer.
Tentativa de abuso sexual
Na obra, escrita por um jornalista dinamarquês e agora replicada pela imprensa internacional, Bendtner rebobina a cassete até à véspera de Ano Novo de 2003. Na altura, com 16 anos, o avançado conta que um amigo, a quem dá o nome de Silas, lhe ofereceu um pó branco semelhante à cocaína, mas que na realidade eram apenas comprimidos de cafeína trituados. Após alguns exageros, o craque revela que acordou com o amigo a "brincar" com as suas partes intimas.
"Foi uma noite exagerada. Silas já me tinha visto com várias raparigas mas, ainda assim, acordo a saber que está prestes a brincar com o meu pénis. (...) Respondi como qualquer adolescente heterossexual faria. Não lhe bati nem nada do género, mas repreendi-o como um louco", contou Bendtner, realçando que a amizade entre ambos viria a terminar após esse infeliz episódio. "Silas está a viver uma vida de jet-set, e ficou mais ou menos no armário. A vida dele está cheia de mentiras e pessoas falsas, e lá estava eu".
Festas com mulheres nos estágios da seleção
As rotineiras festas com mulheres nos estágios da seleção dinamarquesa foi outro dos temas passado a pente fino. "Os nossos quartos ficam numa ponta do hotel e fazíamos com que as raparigas reservassem quartos na outra ponta. Quando Morten Olsen [selecionador entre 2000 e 2015] ia dormir, nós íamos até aos quartos delas. Foi uma tradição que existiu durante muito tempo".
Vida louca
Outro dos episódios marcantes refere-se à sua estreia na seleção, com 18 anos. Nicklas Bendtner conta que apanhou uma bebedeira tão grande, que teve mesmo de ser levado para casa num carrinho de mão. "Estava tão fora de mim que estraguei as calças e vomitei em todo o lado", diz o dinamarquês, revelando ainda que Morten Olsen não deu conta de nada no treino e que apostou em si no jogo seguinte, na qual se estreou com um golo frente à Polónia.
Mas as loucuras não ficam por aqui. No seu livro, o dinamarquês conta que a vida louca ganhou outros contornos em 2006, quando foi emprestado aos ingleses do Birmingham. Bendtner diz mesmo que a sua casa "se converteu numa mansão da Playboy", onde os seus companheiros faziam sexo com mulheres. A juntar a tudo isto há ainda o vicio do jogo, que o levou a perder cerca de 230 mil euros numa noite!
Bendtner, que totaliza 30 golos em 81 jogos pela seleção da Dinamarca, assinou esta temporada pelo Copenhaga, o seu clube do coração.
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