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Carlos Carvalhal e a saída do Celta de Vigo: «Demorei quatro semanas a normalizar o sono...»

• Foto: Lusa

Carlos Carvalhal concedeu ao jornal 'Relevo', do país vizinho, a primeira entrevista desde que abandonou o comando técnico do Celta de Vigo, deixando o emblema galego num confortável 13.º lugar de La Liga. O treinador português que tem passado grande parte do verão na sua cidade natal, Braga, admite ter recebido já diversas abordagens para regressar à atividade.

"Sim, muitas. De carácter financeiro, umas quantas e, de carácter desportivo, também as tive, inclusive de Espanha, mas, infelizmente para mim, não chegámos a acordo. Hoje dou prioridade à perspetiva desportiva, amanhã, não sei, mas não surgiu um clube que tenha provocado esse clique para aceitar o desafio", confessa o ex-treinador do Celta de Vigo, explicando como tem passado as últimas semanas.

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"Demorei quatro semanas a normalizar o sono, depois de terminar a temporada e só a partir daí comecei a dormir de maneira normal. Até agora estive mais no 'relax' e o primeiro jogo que vi foi o do Celta com o Al Nassr. Mas desde que terminou o último encontro da La Liga desliguei do futebol e optei por andar de bicicleta, ir à praia e ler vários livros", revela Carvalhal, que assume a importância de, nesta fase da sua carreira, necessitar de algum tempo de descanso. "Agora quero parar uns meses, creio ser necessário", assume o bracarense que treinou o Sp. Braga antes de se mudar para Espanha.

Uma mudança para Espanha e uma época de dificuldades que ocupa grande parte da entrevista da Carlos Carvalhal ao 'Relevo'. "Quando me sentei com o presidente pela primeira vez, tinham uma perspetiva muito negativa da situação. Nós sabíamos que havia bons jogadores, mas tínhamos um plantel curto, por isso sempre fomos muito cautelosos, inclusive nos melhores momentos, para falar da Europa, por exemplo. Depois, infelizmente, lesionaram-se alguns jogadores, principalmente Mingueza e Carles, mais as baixas de Gabri y Iago, e sabíamos que não havia um plantel que suportasse isto. Afinal, um campeonato é como uma maratona e não é como começa, mas sim como acaba. Objetivo cumprido, apertámos as mão  e desejámo-nos boa sorte", resume o técnico, de 57 anos.

Por João Lopes
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