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Cumpre-se este ano uma década do momento em que o Shakhtar teve de abandonar a região de Donetsk, em virtude da ofensiva russa sobre a Crimeia e a zona de Donetsk. As circunstâncias obrigam a andar com a casa às costas, o que tem constituído um grande desafio. Sergei Palkin, CEO do emblema ucraniano, partilhou as dificuldades que o Shakhtar tem enfrentado nos últimos anos.
"A guerra não começou há três anos, a guerra começou há 10 anos, quando a Rússia atacou a Crimeia. Em 2014 deixámos a nossa cidade, os nossos adeptos, o nosso estádio. Não se encontra um clube cuja vida tenha mudado tanto. Vivemos há mais de 10 anos longe de tudo. É difícil. Tentamos sempre encontrar a nossa casa, tentamos encontrar o sítio para passar a próxima noite. Passámos por seis estádios na Liga dos Campeões. Começámos por Kiev, depois por Varsóvia, depois Hamburgo... A nossa realidade é difícil e torna-se complicado planificar. A nossa realidade muda quase todos os dias. Há cinco horas, a Rússia bombardeou a Ucrânia, por exemplo...", começou por apontar o dirigente ucraniano, na sua intervenção no Thinking Football.
Entre 2014 e 2024, a situação foi-se agravando. A expansão da invasão russa a um nível nacional levou muitos jogadores a abandonarem a Ucrânia com a autorização da FIFA e clubes como o Shakhtar tiveram de começar praticamente do nada. "Depois da guerra começar, a FIFA autorizou os jogadores estrangeiros a irem embora. Tivemos de começar do zero. Começámos de novo, fomos campeões nesse ano, jogámos a Liga dos Campeões, mostrando um futebol positivo e atrativo", referiu.
Apesar das dificuldades, o campeonato ucraniano tem prosseguido dentro da normalidade possível. No entanto, todos os dias são um desafio e a segurança nunca é um dado adquirido. "Para mim, o sucesso é no campo, mas não falo de sucesso olhando para a nossa realidade. Há duas semanas, íamos jogar numa cidade ucraniana, íamos chegar dois dias antes. O hotel para onde íamos foi bombardeado e quatro pessoas morreram. Já imaginaram se tivéssemos chegar a esse hotel? Fomos jogar na mesma e o jogo nem acabou porque a Rússia começou outra vez a bombardear a Ucrânia", explicou.
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