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A pausa FIFA não correu da melhor forma para Luis Suárez. O avançado colombiano do Sporting, líder isolado da lista dos melhores marcadores da Liga Portugal, tem sido tema de debate na imprensa desportiva do seu país, muito por 'culpa' do desperdício que teve no particular contra a Croácia - que a Colômbia perdeu por 2-1 - após uma bela jogada de James Rodríguez e Luis Díaz.
Esta segunda-feira, Antonio Casale, colunista do 'El Espectador', saiu em defesa do goleador colombiano, lamentando as críticas e as piadas de que Luis Suárez foi alvo e lembrando 'falhanços' de grandes nomes do futebol que acabaram por ficar eternizados na memória do desporto-rei.
"Há algo de profundamente injusto na vida de um avançado. Vive do golo, sim, mas também fica marcado por ele. E, por vezes, nem sequer pelo que faz, mas pelo que deixa de fazer. Esta semana aconteceu a Luis Suárez, alvo de troças, memes e sentenças definitivas após uma falha que, noutro contexto, teria passado despercebida. Mas não. Aos '9' não se perdoa. Talvez porque o golo seja o momento mais visível do futebol. Ou talvez porque, num desporto onde tudo é coletivo, o erro do avançado pareça individual, quase íntimo, como se ficasse exposto perante todos", começa por escrever Antonio Casale.
O colunista lembrou então o penálti falhado por Roberto Baggio, fundamental na caminhada de Itália até à final do Mundial de 1994, no derradeiro jogo contra o Brasil, mas também o falhanço de Gonzalo Higuaín na final do Mundial de 2014 ou até o penálti falhado por Andriy Shevckenko, Bola de Ouro e lenda do AC Milan, na final da Liga dos Campeões de 2005 frente ao Liverpool. "Histórias distintas, contextos gigantes, desfechos cruéis. Todos têm algo em comum: o julgamento foi imediato. Como se o futebol não admitisse nuances quando se trata do golo. E então voltamos a casa. Ao que é nosso. Àquela sensação de que, na Colômbia, o avançado vive permanentemente na corda bamba", sublinha.
Por fim, a comparação com alguém que "habituou mal os colombianos": Radamel Falcao. "E no meio dessa história aparece o parêntesis luminoso de Radamel Falcao García, que durante anos transformou o golo em certeza e não em suspeita. Talvez por isso se sinta tanto a sua falta: porque 'El Tigre' habituou mal os colombianos. Mas a pergunta é outra. Mais incómoda, mais necessária. Vale a pena continuar a fazer o mesmo? Condenar o avançado por uma falha, reduzi-lo a um instante, empurrá-lo para o esquecimento como se não tivesse feito mais nada? Ou será o momento de entender que essa é, precisamente, a natureza do ofício? Porque o caso de Luis Suárez não é uma exceção. Faz parte do jogo. E também está provado que é um avançado extraordinário. Talvez o problema não seja ele falhar. Talvez sejamos nós, que não sabemos esperar pelo golo seguinte", finalizou.
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