A realização de um concerto de rock no Estádio do Maracanã menos de dez horas antes do pontapé de saída do Fluminense-São Caetano – da primeira mão dos quartos-de-final do Brasileirão –, está a deixar os dirigentes do tricolor carioca muito aborrecidos.
O clube do Rio já ameaçou que vai processar a administração do recinto no caso de algum atleta se lesionar, uma vez que se teme que o relvado fique cheio de buracos. Além disso, o palco onde actuarão os canadianos Rush (uma banda de hard-rock) não será totalmente desmontando e uma parte das cadeiras ficarão sem espectadores.
"Com todo o respeito ao grupo que vai tocar, o lugar para dar concertos não é no Maracanã mas sim na Praça da Apoteose [onde desfilam as escolas de samba no Carnaval]", afirmou Renato Gaúcho, técnico do Fluminense.
Já para o técnico do "Azulão", Mário Sérgio, a grande preocupação é mesmo o árbitro poder favorecer o Fluminense. Mas o vice do futebol do clube carioca não perdeu tempo a responder ao técnico do São Caetano: "Ele tem é de se preocupar com a sua equipa que é a quemais faltas cometeu na competição".
Outro jogo que promete alguma agitação é o Santos-São Paulo. No encontro da primeira fase, disputado no Morumbi, um jogador do "Peixe" comemorou o golo em cima do emblema do tricolor, desencadeando grande confusão no relvado. Para ajudar à festa, Emerson Leão, técnico do Santos, afirmou que o São Paulo "tem um belo zoológico", depois dos jogadores rivais terem afirmado que não gostam que lhes chamem "bambis"...
Grémio desconfia
Por seu turno, os dirigentes do Grémio (que vai defrontar o Juventude, de Ricardo Gomes) viraram as baterias para Mário Zagallo, que convocou Anderson Polga para o jogo do Brasil na Coreia do Sul e não o utilizou.
"O Zagallo uma vez convocou o César Prates, então no Internacional, e uma semana depois ele foi negociado para o Real Madrid", afirmou Paulo Pelaipe, director de futebol.