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A República Checa acordou esta 3.ª feira com o espoletar de um enorme escândalo no futebol local. As autoridades do país detiveram dezenas de pessoas por suspeitas de envolvimento num esquema de manipulação de resultados com ligações à máfia. A lista de suspeitos já foi revelada pelo Ministério Público de Olomouc e é composta por um total de 47 pessoas.
Na tal lista de alegados envolvidos constam os nomes de vários árbitros, dirigentes e jogadores de clubes entre o primeiro e o quarto escalão checos e até o presidente da câmara de Karvina, John Wolf, que é proprietário do emblema da cidade. Entre os nomes dos jogadores divulgados, o único que milita na 1.ª Liga é Samuel Šigut, que joga no precismente no Karvina.
A intervenção, descrita pelo presidente da Federação Checa de Futebol, David Trunda, como "provavelmente a maior da história" da modalidade no país, resultou de uma investigação de três anos em colaboração com a polícia, a Europol e a Interpol. Trunda referiu ainda que as suspeitas recaem em manipulação de resultados em jogos das principais divisões nacionais e também nas camadas jovens e de subornos para benefícios em apostas. Além disso, explicou que a UEFA já tinha sido informada previamente da situação e também está a cooperar na investigação.
Este escândalo vem a público apenas dois dias antes da seleção checa disputar o playoff para o Mundial'2026 com a Irlanda.
Por André Teixeira e Lusa