Gianni Infantino está envolvido em mais uma polémica. Desta feita, uma investigação levada a cabo pelo Le Monde e pelo The New York Times revelou que documentos internos - não publicados mas consultados pelos meios referidos - mostram que o presidente da FIFA tem uma série de regalias financeiras, com destaque para o facto de o organismo ter assumido na íntegra pagamentos de impostos pessoais do suíço-italiano.
Depois de recentemente ser difundida uma notícia de que Infantino tinha milhões de euros não declarados, algo pelo qual o The Times pediu desculpa, surge a alegação de que o líder da FIFA viu a entidade cobrir intregalmente os impostos que teria de pagar, a título pessoal, nos Estados Unidos: em causa estão cerca de 3,5 milhões de euros, alusivos ao período de residência durante a preparação do Mundial'2026 e à deslocalização de parte das operações para Miami.
Infantino, que tem um rendimento anual na ordem dos 6 milhões de euros, também beneficia, segundo as mesmas fontes, de várias regalias estipuladas regulamentarmente. Entre elas estão despesas de representação, benefícios em termos logísticos e outras compensações ligados ao seu estatuto e à mobilidade internacional constante entre Suíça, sede do organismo, Estados Unidos e o resto do Mundo.
Esta investigação surge numa altura em que Gianni Infantino concorre a um novo mandato na FIFA e vê a sua liderança escrutinada e questionada por vários quadrantes.