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José Morais deseja voltar a Portugal: «Quero ter uma oportunidade que valha a pena»

José Morais deseja voltar a Portugal: «Quero ter uma oportunidade que valha a pena»

José Morais, de 55 anos, cumpre a segunda época no Sepahan, clube do Irão. E antes esteve na Arábia Saudita, Coreia do Sul, Ucrânia, Grécia, Turquia, Tunísia, Bahrain, entre outros países. E foi também membro da equipa técnica de José Mourinho no Inter, Real Madrid e Chelsea. O desejo de voltar a Portugal, onde não treina desde 2004/05 (Santa Clara) não desaparece, mas também existe a dúvida do treinador sobre as razões para a ausência de convites.

RECORD - Quando Record o entrevistou em 2019, quando você estava na Coreia do Sul, disse-nos que a possibilidade de voltar a Portugal era algo que o faria pensar e deixar o projeto onde estivesse. Entretanto, esteve na Arábia Saudita e agora está no Irão. Isso de voltar a Portugal vai ser adiado até quando?

JOSÉ MORAIS - Eu gostava mesmo muito de voltar. Se formos a ver o perfil de treinador que passou por experiências como eu, foi sempre um perfil de treinador com sucesso em Portugal. Eu ainda não tive a oportunidade de regressar depois da minha passagem pelas etapas internacionais: Real Madrid, Inter, Chelsea e outras experiências que me permitiram ganhar títulos. Tenho a crença de que posso ajudar a fazer a diferença. Quero ter uma oportunidade que valha a pena, ou seja em termos de dimensão desportiva e objetivos. Tive uma possibilidade há uns anos no Marítimo, mas não foi possível naquele momento e acabei por ir para o Al Hilal. Não sei porquê, mas talvez porque as pessoas pensem que sou inacessível financeiramente ou não me conheçam bem, não tenho tido convites que me façam pensar. No Irão tenho condições financeiras que só os grandes de Portugal me podem dar, mas há clubes em Portugal que me podem dar outras coisas: estar perto da família e uma perspetiva diferente. Espero que surja. Até lá, estou a torcer pelos meus treinadores na Liga portuguesa - torço um pouco mais pelos que conheço. E torço pelas equipas portuguesas nas competições europeias. Sou português, defendo o produto português e o campeonato português onde quer que esteja. O meu contrato termina em 2025, mas no final da época tenho a possibilidade de sair a um custo baixo em termos de cláusula de rescisão. No final da temporada, se houver uma abordagem, posso tomar decisões. Até lá, dou o melhor em prol do Sepahan.

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Por David Novo
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