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Apesar de estar longe do futebol português desde 2018, José Peseiro não se desliga da realidade nacional nem sequer fecha a porta a um regresso. Atualmente no Al Ula, da Arábia Saudita, o técnico, de 66 anos, assume que não quer terminar a carreira sem abraçar um novo projeto em Portugal, ainda que essa possibilidade não se adivinhe fácil.
“É difícil e neste momento não é nisso que estou a pensar, mas não gostaria de terminar a carreira sem regressar a Portugal. Opresidente do Nacional [Rui Alves] anda a chatear-me todos os anos para terminar a carreira lá. Tenho 66 e quero treinar pelo menos até aos 70”, disse o treinador, em declarações aos jornalistas portugueses presentes no torneio de Como.
Depois de treinar clubes como “Sporting, FCPorto, Sp. Braga e V. Guimarães”, o regresso “não é fácil”, mas José Peseiro identifica projetos atrativos em Portugal, como, por exemplo o do Famalicão, que teve a oportunidade de ver jogar em Itália.
“O Famalicão é uma grande equipa que está a crescer muito e há outros projetos que despertam interesse para um treinador como eu. O Famalicão deixou-me uma boa imagem neste torneio. O Carlos Carvalhal está há pouco tempo, mas vi uma equipa muito organizada, com jogadores de qualidade e uma boa estrutura”, referiu José Peseiro.
Desejo de ver liga competitiva
O campeonato 2026/27 está prestes a arrancar, mas José Peseiro não consegue apontar ainda um favorito. “Acredito que haverá muito equilíbrio entre FC Porto, Sporting e Benfica. Penso que será um campeonato ainda mais competitivo. Espero também que o Sp. Braga dê continuidade ao bom futebol, poderá incomodar os chamados grandes”, disse.
O Al Ula não é o primeiro clube que José Peseiro representa no futebol saudita. A primeira vez que o técnico passou pelo país foi em 2006/07 e, 20 anos depois, a diferença é muita. “Não tem nada que ver. A chegada de Cristiano Ronaldo coincidiu com uma forte aposta do país no futebol e transformou a competição. O Cristiano é o símbolo do investimento que país está a fazer no futebol. Tem representado um papel muito importante na promoção internacional da Arábia Saudita”, analisou o técnico.
Visionário é também projeto do Al Ula, que atualmente milita na 2ª divisão. “Estou num projeto muito ambicioso”, admitiu José Peseiro. “O nosso objetivo continua a ser a promoção. Aceitei treinar novamente na 2ª divisão porque este é um projeto com qualidade, estrutura, organização e seriedade. Até agora nada falhou e espero que continue assim. Naturalmente, gostaria de estar na 1ª divisão, que sempre foi o objetivo. Sentimos que merecíamos ter subido a época passada...”, afirmou o técnico, lamentando a subida gorada em 2025/26:“Foram-nos retirados 3 pontos e em vez de ficarmos em 2º, acabámos por ficar em 4º...”