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O guarda-redes Keylor Navas foi esta segunda-feira acusado por Eduardo Li, ex-presidente da Federação da Costa Rica, de sugerir que a seleção perdesse três jogos para assim forçar a saída do selecionador Jorge Luis Pinto em 2014.
A declaração do antigo dirigente foi feita em audiência por videoconferência, no âmbito de um processo movido pelo próprio Keylor Navas e outros dois capitães (o ex-Sporting Bryan Ruiz e Celso Borges), em março de 2019, contra Adrián Gutiérrez, que desempenhava o cargo de diretor de seleções. Tudo porque um ano antes, em entrevista, Gutiérrez afirmou que os jogadores queriam perder três jogos para que o selecionador deixasse o cargo após o Mundial do Brasil, prova na qual a Costa Rica obteve a melhor classificação de sempre, caindo nos quartos-de-final.
Eduardo Li, na qualidade de testemunha de Gutiérrez, confirmou a versão do antigo diretor e recordou uma reunião com os atletas. "Eles sabiam que havia uma cláusula de confidencialidade que tínhamos com o Pinto, que dizia que se a Seleção Nacional perdesse três jogos o contrato seria rescindido, e usaram-na como argumento. A Federação não tinha motivos para o despedimento, o Keylor Navas virou-se e disse 'vamos perder os três jogos'. Eu perguntei 'Como?!'. E ele respondeu: 'nós sabemos que há uma cláusula'", afirmou o antigo dirigente.
Bryan Ruiz e Celso Borges, que já prestaram depoimentos no caso, admitiram que existia grande desgaste na relação entre selecionador e jogadores, sobretudo por alegados problemas relacionados com questões de disciplina. Mas Eduardi Li sublinhou que apenas Keylor Navas sugeriu a perda intencional dos jogos e admitiu que a Federação até queria renovar com o técnico, indo contra a vontade dos atletas. Refira-se que José Luis Pinto acabou por pedir, ele próprio, a demissão.
Por Record