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Luís Machado vive em Chipre mais um capítulo de uma longa carreira internacional marcada por vários países e regiões, como Índia, Polónia ou Honk Kong. Atualmente no Ethnikos Achnas, o jogador, de 33 anos, atravessa uma fase difícil a nível coletivo, mas mantém intacta a confiança no seu rendimento e na capacidade da equipa para garantir a permanência no principal escalão daquele país. “Infelizmente as coisas não estão a andar como queríamos, mas acredito que é possível. Ainda há muitos pontos pela frente”, afirma. Individualmente, o balanço é positivo: “Fiz 90% dos jogos esta temporada. Está a correr como pretendido.”
Depois de mais de uma centena de jogos na 1ª Liga portuguesa, o extremo decidiu em 2020 sair de Portugal para conhecer novas realidades. A primeira paragem foi a Índia, numa altura marcada pela pandemia. “Tivemos sete meses fechados num hotel. Só saíamos para treinar e jogar. Foi duro”, recorda. Ainda assim, ficou impressionado com a competitividade da liga e com a organização do futebol indiano, mesmo sem ter conseguido viver o país fora das paredes do hotel.
Seguiram-se três anos na Polónia, onde encontrou uma liga “muito competitiva, com boas infraestruturas e estádios sempre bem compostos”. Destaca sobretudo o investimento na formação: “O governo apoia muito os clubes, especialmente nas academias. Isso faz toda a diferença. Não me surpreende nada que estejam a aparecer jovens de grande qualidade.”
A passagem por Hong Kong foi uma das mais marcantes da carreira. “Foi das melhores experiências que tive. Viver lá é fantástico”, admite. O objetivo era disputar a Liga dos Campeões Asiática, algo que acabou por não acontecer, mas que não apagou o impacto da experiência no Kitchee. “O futebol é diferente da Europa, mas a experiência foi excelente.”
Fisicamente, Luís Machado sente-se preparado para continuar a competir ao mais alto nível. “Acredito que ainda posso jogar mais quatro ou cinco anos. Nunca tive grandes lesões e sinto-me bem.” Quanto ao futuro, mantém todas as portas abertas: “Se surgir uma boa oportunidade em Portugal, claro que vou pensar. Já estou há sete anos fora. Mas se tiver de continuar lá fora, estou preparado.”
A distância da família é o lado menos visível da vida de um futebolista. “Falamos todas as semanas por telefone com amigos e família. Não é fácil, mas faz parte. Estar aqui com a minha mulher e o meu filho torna tudo mais fácil.”
Mesmo longe, segue o futebol português com atenção. “Gosto de ver jogar o Sporting, mas neste momento acho que o FC Porto é a equipa mais completa e consistente. O treinador está a fazer um grande trabalho.”
No regresso às origens, não esquece os clubes que o marcaram. “O Freamunde abriu-me as portas para o futebol profissional. O Feirense foram três anos e meio muito importantes, com uma subida de divisão e muita aprendizagem.”
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