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Mario Schiter, um dos antigos médicos de Diego Armando Maradona, revelou que o astro argentino, que em novembro de 2020 morreu vítima de uma insuficiência cardíaca aguda, poderia ter sido salvo através de um procedimento... muito simples.
Num testemunho dado na quinta-feira durante o julgamento que ainda decorre, Schifer explicou que, com uma cirurgia, a saúde de Maradona poderia ter "melhorado significativamente em poucas horas": "Todos os dias vejo pacientes assim na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], que chegam com insuficiência cardíaca congestiva. Administramos diuréticos para reduzir o volume das fezes e, ao fim de 12 horas, estão de volta a casa", referiu.
Há um mês, Gianinna, uma das filhas de Maradona, denunciou em tribunal a "manipulação total e horrível" por parte da equipa médica que acompanhou o malogrado futebolista nas últimas semanas de vida, na qual, refira-se, não se incluía Mario Schiter.
Recorde-se que sete profissionais de saúde (um médico, um psiquiatra, um psicólogo e enfermeiros) estão a ser julgados pela sua possível responsabilidade na morte de Maradona, em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos.