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Rio de Janeiro – A polícia federal brasileira instaurou um inquérito para investigar os inúmeros passaportes falsos encontrados na posse de futebolistas brasileiros a actuar na Europa. E o auxílio da Interpol, instituição policial internacional deverá também ser solicitado.
Os agentes brasileiros vão recolher os depoimentos de vários jogadores envolvidos no assunto e também os seus representantes. Já na segunda-feira, o empresário Juan Figer será o primeiro a ser ouvido pela polícia federal, até porque é o representante legal dos jogadores Warley, Alberto, Jorginho e Edu, todos encontrados com passaportes portugueses falsos em clubes italianos.
Um dos delegados da polícia federal, Wagner Castilho, declarou: ”Os advogados de Juan Figer colocaram o cliente deles à nossa disposição e essa atitude leva-me a crer que ele está disposto a cooperar connosco. Mas é bom deixar claro que ninguém aqui vai acreditar em histórias sem sentido.”
Além destes futebolistas, o guarda-redes Dida, Jeda e Dedé, outros brasileiros que actuam em Itália, também deverão ser ouvidos pelas autoridades policiais. Castilho foi claro, mais uma vez, ao dizer que ”no Brasil, as pessoas ligadas ao futebol acham que tudo pode acabar impune ou, pelo menos, ser uma coisa fácil de resolver. Mas esquecem que o grande envolvido e que corre o risco de ficar com o nome sujo é o Brasil”.
O delegado não acredita que o caso dos passaportes acabe, outros poderão surgir no futuro, mas pelo menos será mais difícil conseguir a sua falsificação. Outro detalhe que chamou a atenção da polícia brasileira é o facto de o mesmo empresário, Juan Figer, ter quatro jogadores envolvidos com este assunto e também o facto de os clubes que contratam estes elementos não investigarem a origem dos passaportes. A polícia federal disse que se ficar comprovada a existência de uma quadrilha internacional envolvida com a falsificação de passaportes, a Interpol será avisada para entrar em campo.
Recorde-se que diversos jogadores brasileiros que jogam na Europa, em especial em Itália, como o guarda-redes Dida (Milan), foram apanhados com passaportes portugueses. Graças a estes documentos, qualquer pessoa que não tenha nascido num dos 15 estados componentes da União Europeia poderá ser considerado cidadão comunitário e, no caso dos futebolistas, ultrapassar o número limite de estrangeiros a inscrever num determinado campeonato ou na própria UEFA. Esse foi o caso do guardião Dida, que actuou na Liga dos Campeões, pelo Milan.
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