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O primeiro-ministro espanhol condenou hoje os "cânticos islamófobos e xenófobos" ocorridos durante o jogo entre a seleção espanhola de futebol e a egípcia, disputado na terça-feira, em Barcelona.
"O episódio de ontem [na terça-feira], em Cornellà, é inaceitável e não deve repetir-se. Não podemos permitir que uma minoria sem civismo cause danos à imagem de Espanha, um país plural e tolerante. A seleção de futebol e os seus adeptos, também", afirmou Pedro Sánchez na rede social X.
O governante prestou todo o seu apoio "aos desportistas que sofreram" com os insultos, aplaudindo ainda "todos os que, com o seu respeito, ajudam Espanha a ser um país melhor".
A polícia catalã, também através da rede social X, anunciou já ter instaurado um inquérito por causa do incidente, que foi igualmente condenado por outros dirigentes políticos e do futebol espanhol.
Os cânticos foram ouvidos no estádio várias vezes durante o jogo, um encontro de preparação para o Mundial2026, depois de ainda antes do início da partida ter havido assobios quando soava o hino do Egito.
Logo no final do jogo, que terminou com um empate sem golos, os cânticos foram condenados por jogadores e pelo treinador da seleção espanhola, enquanto o governo regional da Catalunha, através do seu conselheiro Berni Álvarez, criticou também a demora e fraca ativação dos protocolos antirracismo nos estádios de futebol.
Berni Álvarez afirmou, em declarações a meios de comunicação social, que no intervalo do jogo se dirigiu aos responsáveis das federações espanhola e catalã de futebol para lhes exigir a ativação dos protocolos antirracismo.
Foi então que nos ecrãs do estádio se exibiu a mensagem: "A legislação para a prevenção da violência no desporto proíbe e sanciona a participação ativa em atos violentos, xenófobos, homófobos ou racistas".
O selecionador de Espanha, Luis de la Fuente, expressou, no final do jogo, "total e absoluta repulsa por qualquer atitude racista, xenófoba e de falta de respeito" e considerou "intoleráveis" os cânticos insultuosos para os muçulmanos que ouviu no RCDE Stadium, onde atua habitualmente o Espanyol.
Luis de la Fuente sublinhou que, ainda assim, "a grande maioria do estádio vaiou os indivíduos indecentes que tiveram essa atitude".
Entretanto, Lamine Yamal, jogador da seleção espanhola, escreveu hoje nas redes sociais que é muçulmano e que os cânticos são uma "falta de respeito e algo intolerável".
"Entendo que nem todos os adeptos são assim, mas, para aqueles que cantam estas coisas, usar a religião como motivo de chacota num campo faz de vocês pessoas ignorantes e racistas", disse o jogador, que agradeceu a todas as pessoas que foram apoiar a seleção espanhola.
Também o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, condenou os cânticos e os assobios ao hino do Egito, mas considerou que este foi "um incidente isolado que não deve voltar a acontecer".
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