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Cedido pelo Benfica ao Guangzhou Evergrande até final da temporada, o brasileiro Anderson Talisca garantiu esta quarta-feira, em entrevista ao Globoesporte, que a sua mudança para a China não foi apenas pelo vencimento que aufere naquele país asiático, mas essencialmente pelo projeto desportivo que lhe foi colocado em cima da mesa.
"No começo temos aquele medo, alguma incerteza. Mas não me arrependo de nada. Como disse, vim para cá pela trajetória, não só pelo tema do dinheiro. As pessoas acham que vim para a China só pelo dinheiro, mas não. Aqui vive-se bem, come-se bem, há segurança, como se tem na Europa. Tudo que há na Europa, aqui também há. E alguns clubes aqui têm um pouco mais do que alguns clubes da Europa", frisou o brasileiro, que sobre o futuro não foi claro, adiando a decisão para o final do ano. "Estou bem aqui e no final, em dezembro, vão saber. Por enquanto, não posso falar".
Ainda assim, se a decisão tivesse de se tomada agora, Talisca elenca vários aspetos que o fazem querer continuar. "Ficaria tranquilamente. Porque uma das coisas que mais me impactou, quando cheguei aqui... Primeiro, a cidade de Guangzhou, que é no estado de Cantão. A cidade é incrível, nunca tinha visto uma cidade assim. É uma das cidades que têm mais estrangeiros. Onde moro há muitos brasileiros, alemães, italianos... Tem restaurantes brasileiros, alemães, espanhóis, italianos. É uma cidade que te oferece muita coisa", admitiu.
De resto, para Talisca a mudança para a China pode também ajudá-lo a chegar à seleção brasileira e ao Mundial 2022. "Posso sim, sem dúvidas. Não é um desejo, é um sonho. Mas para o sonho ser realizado, as pessoas que estão no comando da seleção, o Tite e sua comissão, tendo essa confiança, tenho qualidade e tenho isso dentro de mim, que posso desempenhar um bom trabalho na seleção também", admitiu.
E como é que Talisca se entende num país no qual não domina a língua? "Tenho tradutor, não é? Mas há alguns jogadores que falam inglês. Eu não falo muito inglês, consigo entender algumas palavras, mas não falo. Mas dá pra desenrolar. No futebol dá pra desenrolar muita coisa. Na bola temos aqueles mesmos gestos, mesmos sinais, que não tem como esquecer", concluiu.
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