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Os presidentes da UEFA e da CONCACAF pediram hoje à FIFA que examine as suas reservas financeiras destinadas às 211 federações, para verificar se a proposta que previa a venda de participações dos Mundiais a privados era necessária.
Aleksander Ceferin e Victor Montagliani, presidentes das entidades que regem o futebol na Europa, e na América do Norte, Central e Caribe, respetivamente, enviaram uma carta conjunta ao líder da FIFA, Gianni Infantino.
Os dirigentes propõem que as confederações examinem, em conjunto, qual a proporção das reservas financeiras acumuladas pela entidade que poderá ser libertada de forma responsável e direta às suas associações-membro.
Ceferin e Montagliani recordam que "a FIFA Forward Enterprise (FFE) foi apresentada às 211 associações como uma proposta pela qual se venderia uma 'participação' nas competições da FIFA a investidores externos, com o objetivo de aportar recursos substancialmente maiores para o desenvolvimento do futebol".
"Após examinar as demonstrações financeiras e os orçamentos publicados pela FIFA para verificar tal premissa, a nossa análise levanta agora uma questão fundamental sobre se essa transação era realmente necessária para conceder mais recursos às associações", destacaram.
A carta acrescenta que "a FIFA já tem capacidade para aportar significativamente mais recursos às suas associações a partir do seu próprio balanço, sem necessidade de vender participações nas suas competições e sem exigir nada em troca das mesmas".
No passado dia 28 de julho, o presidente da FIFA defendeu a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), integralmente detida pelo organismo para reunir os direitos comerciais, vendendo participações minoritárias a investidores privados, que não teriam papel operacional na subsidiária, e que foi avaliada inicialmente em 20 mil milhões de dólares.
A proposta foi recebida com oposição geral e, logo em 01 de agosto, Infantino recuou e admitiu que o projeto não serviria "o objetivo inicial", deixando cair a proposta.