Vida profissional ditou abandono de Alhinho

Praia – Alexandre Alhinho esclareceu a Record as razões fundamentais da sua demissão do comando técnico do Batuque, rejeitando que o tenha feito devido aos maus resultados ou à forma como a equipa se exibia.

Aliás, invocando o seu percurso na equipa axadrezada de São Vicente, o técnico lembrou que teve de começar a época com uma equipa nova, uma vez que é política do clube vender os seus melhores jogadores – o que sucedeu este ano com Tchulass, titular da selecção, Valter, Kelly, Alexandre, Roni, Tchitcho, Jeri e Gabey – de modo a construir um estádio próprio, com relva sintética, para que os atletas possam ter condições de trabalho.

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Para Alexandre Alhinho, não seria possível, com este cenário, fazer melhor nesta altura da época. Mesmo assim, o Batuque classificou-se em segundo lugar no Torneio de Abertura, conquistou o Torneio do Município e está em terceiro lugar no Regional de São Vicente, a sete pontos do líder Derby, desvantagem que pode ainda ser recuperada nas oito jornadas que faltam.

Todavia, a sua intensa vida profissional – Alexandre Alhinho é professor de Educação Física e gerente comercial – acabou por pesar e foi a justificação dada para o abandono do comando técnico quer do Batuque quer da selecção regional de São Vicente, onde aliás sempre trabalhou graciosamente, sem contrapartidas financeiras.

O treinador defende que só ficou o cargo na Federação Cabo-Verdiana de Futebol porque há um projecto em que acredita e onde poderá juntar o útil ao agradável, uma vez que o seu gosto pelo futebol se mantém inalterável.

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