_

Vini abre o livro sobre o Bayern, a falta de ligação com Xabi, a renovação e o racismo

Vinícius Júnior na conferência de antevisão ao Real Madrid-Bayern
• Foto: Lusa/EPA

Um choque entre tubarões! O Real Madrid enfrenta esta terça-feira o Bayern, no Santiago Bernabéu, e Vinícius Júnior sabe que o destino da equipa merengue está sempre umbilicalmente ligado à sua conexão com Mbappé. Se a dupla estiver em dia ‘sim’, o rival alemão pode passar um mau bocado, caso contrário arrisca-se a sair de Espanha com um sorriso nos lábios. “Temos de estar preparados porque vem aí uma grande equipa que perdeu muito poucos jogos (2) esta época. Falam muito de Kylian, mas ele está aqui para ajudar-nos. Dá-nos confiança através dos seus golos. Amanhã (hoje) temos de estar bem interligados. É um jogo complicado… daqueles em que os grandes jogadores fazem a diferença. Ora, Mbappé é um dos grandes…”, refere o extremo brasileiro, procurando explicar a razão de o conjunto agora dirigido por Álvaro Arbeloa aparentar, por vezes, estar desligado da corrente: “Há dias em que estamos mais conectados, outros em que estamos menos. Isso afeta-nos bastante, pois quando não estamos a 200 por cento… não ganhamos!”

O entendimento entre Vini e Álvaro Arbeloa é bem diferente, para melhor, da ligação que o brasileiro mantinha com Xabi Alonso, o treinador anterior da equipa merengue. “Não consegui conectar-me com Xabi como ele queria. Com Arbeloa tenho uma relação maravilhosa. Ele sempre me transmitiu confiança, tal como sucedia com Ancelotti”, afirma o atacante, dando a entender que, se tudo correr bem, irá renovar o atual contrato, o qual expira em 2027: “Oxalá continue por cá muito tempo. Ainda tenho um ano de contrato e, como tal, estou muito tranquilo. O presidente confia em mim. No momento adequado renovarei o vínculo. Ficarei aqui muito tempo, pois este é o clube dos meus sonhos.”

PUB

Vini tem sido uma bandeira contra o racismo e procura recrutar para a causa Lamine Yamal, astro do rival Barcelona. “É um tema difícil de abordar e que acontece muitas vezes. Oxalá, Lamine Yamal continue com a sua luta. Nós somos famosos e temos dinheiro, os negros pobres sentem mais dificuldades em fazer-se escutar. Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam racistas, mas há racistas em todos os países. No Brasil também. Se nos juntarmos todos nesta luta talvez as pessoas deixem de ser alvo de racismo”, anota o internacional canarinho.

Por Nuno Pombo
1
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Liga dos Campeões Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB