A crónica do Ajax-Benfica, 0-1: Um plano perfeito para vitória feliz

Gonçalo Ramos ganhou falta na direita do ataque; Grimaldo executou o livre com o pé esquerdo para o coração da grande área, onde Darwin saltou entre Timber e Onana.

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• Foto: Luís Manuel Neves
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Uma grande vitória do Benfica, surpreendente, sofrida, construída com mais suor do que talento, abençoada por uma estrelinha que brilhou no momento certo, marcou a noite de Amesterdão. A águia voou para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, protagonizando uma das maiores surpresas da edição da Champions até ao momento. E fê-lo porque, ficando a perder para o adversário em muitos fatores que dão forma ao jogo, foi superior na definição do plano perfeito, orientado pelo reconhecimento da força alheia, e pela entrega que depositou para sair feliz da Johan Cruijff Arena. O Benfica foi muito organizado e teve foco inabalável na missão que definira, indiferente ao ambiente hostil e à distância que o separa do antagonista; uma equipa que fez a diferença a defender e porque valorizou um dos momentos mais relevantes no futebol moderno, os lances de bola parada, com os quais o adversário tem relação muito complicada.

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