Análise ao Monaco: O jardim de Leonardo
Análise
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Carro de assalto. Habitualmente fiel a uma organização em 4x4x2 clássico, o 4x2x3x1/4x4x1x1 surge como plano secundário, tal como aconteceu na deslocação ao terreno do Red Bull Leipzig, em que abdicou de um dos avançados (Jovetic) para lançar um médio de características ofensivas (Tielemans), robustecendo o sector intermediário. Apesar de gostar de controlar os jogos no meio-campo rival, o Monaco apresenta como marca de água do seu ideário a contundência com que chega a zonas de finalização, onde Falcão faz a diferença pela agressividade e oportunismo que evidencia nas definições. Para isso, os monegascos recorrem, inúmeras vezes, a uma construção mais longa, a partir dos defesas-centrais ou dos médios-centro, em ações de ataque posicional, contra-ataque ou ataque rápido, tanto em direção aos corredores laterais como para as costas do sector defensivo rival. A projeção ofensiva dos dois laterais é crucial, até pela forma sagaz com que buscam cruzamentos para zonas de finalização, como também a tremenda mobilidade dos dois médios-ala, muito sagazes a perscrutarem diagonais – com e sem bola – em direção ao corredor central. Outra das forças ofensivas passa pela exploração exaustiva de lances de bola parada. Moutinho é preponderante na execução de livres laterais e pontapés de canto, que têm, por norma, três jogadores referência na área: Falcão, Jemerson e Glik.