Aragonés construiu e Del Bosque afinou
A seleção espanhola vai chegar ao Mundial’2014 como uma das principais favoritas à conquista do troféu, e não é para menos. La Roja é a bicampeã europeia e campeã mundial em título, fruto das vitórias categóricas no Euro’2008, Mundial’2010 e ainda o Euro’2012, depois de eliminar Portugal nos penáltis nas meias-finais. A máquina que Luis Aragonés construiu e a que deu vida com a aposta no tiki-taka foi depois afinada ao pormenor pela velha raposa Vicente del Bosque, que consolidou ideias e deu asas para que o futebol espanhol dominasse, finalmente, o Mundo.
A Espanha vive o seu maior período hegemónico, e nem a derrota frente ao Brasil de Scolari na final da Taça das Confederações parece ter abalado a estrutura de uma equipa que se mantém praticamente intacta (ver apoio) e que deverá apresentar-se na sua máxima força no Mundial em solo canarinho, em que vai defender o título de campeã mundial.
Formação vencedora
Mas não é só a seleção principal espanhola que tem acrescentado títulos ao seu palmarés. As equipas de sub-21, sub-19 e sub-17 têm conquistado competições importantes, e as duas primeiras ganharam, cada uma, dois Europeus da categoria, de 2011 para cá. Já os sub-17 sagraram-se bicampeões europeus em 2007 e 2008, deixando antever logo nessa altura que uma nova fornada vencedora estava a caminho.
A Espanha resolveu apostar na base e tem conseguido lançar talentos de indiscutível qualidade e ainda de tenra idade. Um dos casos paradigmáticos é o de Juan Mata, atual jogador do Man. United, que, após ajudar La Roja a ganhar o Mundial’2010, capitaneou os sub-21 na vitória do Euro’2011, para depois voltar a triunfar pela seleção principal no Euro’2012.
Espinha dorsal de 2008 ainda está intacta
Muitos jogadores entraram e saíram nestes últimos seis anos da seleção espanhola. Porém, a espinha dorsal ainda está convocada para o Mundial’2014. Casillas, Sergio Ramos, Xavi, Xabi Alonso, Iniesta, David Silva, Fàbregas, Torres e Villa faziam todos parte do plantel de 2008. Del Bosque operou duas alterações mal chegou: Piqué rendeu Marchena e Busquets açambarcou o lugar de Marcos Senna. Poucas alterações em equipa ganhadora.