Ceferin reconhece que final a oito da Liga dos Campeões foi excecional e irrepetível

Presidente da UEFA recordou ainda que "a edição da época passada da Liga dos Campeões foi considerada a melhor de sempre"

• Foto: Getty Images

O presidente da UEFA reconheceu este sábado a dificuldade de reeditar uma final a oito de uma competição europeia de clubes, realçando que a solução encontrada para o desfecho da Liga dos Campeões foi excecional.

Em entrevista à agência Lusa, Aleksander Ceferin reconheceu que este formato foi o recurso, atendendo à emergência criada pela pandemia de covid-19, para a conclusão da principal competição continental de clubes, em Lisboa, mas também da Liga Europa, em Colónia e Dusseldorf, na Alemanha, e da Liga dos Campeões feminina, em San Sebastián e Bilbau, em Espanha.

"O motivo pelo qual estamos a jogar neste formato deve-se à pandemia. É uma solução alternativa face a um problema. É uma solução possível, mas que nasce da necessidade de dar resposta à questão central de como encontrar uma forma de terminar as competições de forma segura para os jogadores e todos os envolvidos. Alguns podem considerar interessante no futuro este formato, mas não acredito que seja possível com um calendário tão denso. Não vejo como fazer um torneio de uma ou duas semanas em maio. É impossível, acho", admitiu Ceferin.

O Estádio da Luz, em Lisboa, recebe no domingo a final da Champions, entre Paris Saint-Germain e Bayern Munique, 11 dias depois do arranque da final a oito, no recinto encarnado e no Estádio José Alvalade, com a disputa de quartos de final e meias-finais em apenas um jogo e sem público.

"Esta competição trouxe momentos de emoção única e de grande tensão e drama, mas temos de nos lembrar das circunstâncias excecionais que nos levaram a optar por este formato de eliminação direta", ressalvou Ceferin.

O presidente da UEFA recordou ainda que "a edição da época passada da Liga dos Campeões foi considerada a melhor de sempre, com jogos como o Manchester City-Tottenham, o Tottenham-Ajax e o Liverpool-Barcelona".

"Esses jogos foram disputados a duas mãos, no formato habitual, e ainda assim foram muito tensos e emotivos", sublinhou.

Por Lusa

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