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Giovanni Trapattoni: «Anderlecht estava fisicamente mais forte»

TÉCNICO DIZ QUE OS ENCARADOS ACUSARAM O ESFORÇO DA PRIMEIRA PARTE

Giovanni Trapattoni: «Anderlecht estava fisicamente mais forte»
Giovanni Trapattoni: «Anderlecht estava fisicamente mais forte» • Foto: Miguel Barreira
“Você conhece o futebol internacional? Viu o Euro’2004? O futebol internacional está muito equilibrado. Gostava de ter mais uma ou duas oportunidades mas o nosso adversário estava fisicamente mais forte. Eventualmente podia surgir um lance de bola parada mas ainda tivemos dois ou três contra-ataques perigosos, com o Simão e com o Bruno Aguiar”, atirou Trapattoni, após lhe ser questionado se esperava um jogo em que o Anderlecht teve mais “chances” e, apesar da derrota, pareceu sempre mais tranquilo.

O italiano, que contou apenas “duas ou três oportunidades” para os belgas, lembrou que já esperava uma noite complicada: “Ganhámos um jogo muito importante e difícil. Conhecia o Anderlecht e as dificuldades de um grande jogo internacional. Vendo o nosso desempenho a nível físico e a actuação do árbitro, posso dizer que estou contente, especialmente com o que fizemos na primeira parte”, adiantou o técnico, referindo depois que, no segundo tempo, os encarnados acusaram o esforço. “Gastámos muita energia desde o início, quando fizemos um “pressing” contínuo. Acreditávamos que, com essa táctica, podíamos ganhar o jogo. Depois, o Anderlecht subiu e era impossível continuarmos a correr o mesmo 90 minutos”.

Graças a Deus por Yannick

Trap fez questão de lembrar, ainda, o bom jogo aéreo dos belgas, deixando curioso elogio ao “guardião” das águias. “Têm quatro ou cinco jogadores muito altos e tinha algum medo. Graças a Deus que Yannick foi um bom protagonista.”

«Em Bruxelas teremos espaço»

Trapattoni ficou satisfeito com o resultado mas garantiu já ter comunicado aos jogadores que não se podem esperar facilidades na segunda mão. “Disse-lhes que não devemos pensar que temos a passagem garantida”, referiu.

O italiano, contudo, antecipa uma partida bem diferente em Bruxelas. “Espero dificuldades, claro, mas vamos querer impor o nosso ritmo e teremos mais espaço para contra-atacar”, defendeu, prosseguindo: “Dentro de 15 dias penso que será mais fácil. Nesta altura eles têm mais 20 dias de trabalho que nós. Hoje [ontem], este era um tipo de jogo que não se podia vencer por três ou quatro. A Juventus, por exemplo, empatou 2-2 em Turim”, lembrou o técnico transalpino, que ainda explicou a (muito assobiada) substituição de Sokota por Karadas.

“Se estivéssemos noutro estádio seria bem diferente... O Anderlecht estava no nosso meio-campo e o Sokota, por outro lado, tinha corrido muito. Refresquei a equipa porque achava que o Karadas levava outra capacidade física.”
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