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Há velhas contas para ajustar nas 'meias'
Ronaldo volta a defrontar Juanfran e seus pares num confronto já 'habitual'
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As meias-finais da Liga dos Campeões 2016/17 reservaram muitas contas para ajustar em relação ao passado recente na competição. Um Atlético-Real Madrid era tudo o que os espanhóis não queriam e muito menos os clubes, ainda que os merengues tenham sorrido nas últimas duas finais contra o rival na competição – 2013/14 na Luz e 2015/16 no Giuseppe Meazza. Ainda assim, os colchoneros também têm razões para acreditar: com Simeone ao leme, os duelos frente ao Real ganharam equilíbrio – 7 vitórias do Atlético contra 8 dos merengues – e o Atlético até foi ao Bernabéu vencer a Taça do Rei em 2012/13.
Para Simeone, falta quebrar a malapata dos duelos contra o Real na Champions: além das duas finais perdidas, o argentino ainda caiu nos quartos-de-final de 2014/15 pela equipa que na altura era orientada por Ancelotti. Os colchoneros têm, por isso, contas a ajustar com o eterno rival e acreditam que, com dois jogos, a hipótese é maior. Curiosamente, esta é a mesma ideia dos merengues.
O príncipe e a senhora
O Monaco de Leonardo Jardim chega a esta fase alicerçado numa máquina goleadora sem piedade. Contudo, terá agora o maior teste frente à vecchia signora que praticamente não tem falhas e continua a ser um muro sólido e... cínico. O príncipe Jardim já caiu aos pés da senhora nos ‘quartos’ de 2014/15 e, nessa altura, percebeu que a Juventus de Allegri dificilmente abre brechas. "Conhecemos bem a Juventus, é muito forte e experiente nesta fase da prova. Defensivamente, é o conjunto mais forte da Europa e tem a Serie A quase certa", disse ontem técnico que, na altura, viu Vidal decidir com um penálti uma eliminatória em que o Monaco não marcou.
Tanto Jardim como Allegri orientam agora equipas mais adultas e talentosas e o português tentará ‘vingar-se’ da formação italiana para levar o Monaco à final 13 anos depois. Uma coisa é certa: neste caso, quem passar tem o ‘triplete Champions’ à vista.