Klopp fala em "época excecional" mas avisa: «Amanhã todos vão olhar para a cor da medalha»

Treinador do Liverpool alertou para a experiência do Real Madrid mas mostrou ambição na antevisão à final da Champions

Seguir Autor:

• Foto: Lusa/EPA
Adicione como fonte preferencial no Google

Jürgen Klopp fez esta sexta-feira a antevisão à final da Liga dos Campeões marcada para amanhã e assumiu que o Liverpool quer 'vingar-se' da derrota no jogo decisivo da prova em 2018.

"O que Salah sente é normal, lesionou-se muito cedo [no jogo] em 2018. Isso pode motivá-lo, é verdade. Mas 'vingar-nos' por aquela final em Kiev não é a única motivação, não podemos resumir tudo a isso. Há muitas razões para dar tudo amanhã. A vingança de 2018 é uma, mas não a única", começou por referir o treinador dos reds, que preferiu não fazer comparações com a final ganha em 2019, frente ao Tottenham.

"Não sei como me sentirei se ganharmos. Falaremos disso amanhã. Agora só pensamos em lutar muito e vencer. O Real Madrid é a equipa que é, com jogadores que, se vencerem, ganham a sua quinta Liga dos Campeões, o seu treinador a quarta. Não podemos comprar esse nível de experiência. Mas é nossa terceira final em cinco anos, não estamos a ir mal", reconheceu Klopp, sem esconder que ganhar a prova amanhã significaria "muito" para o clube inglês.

"No desporto és julgado pelo resultado, por ganhar ou perder. Qualquer adepto sabe que esta equipa já teve uma temporada excecional, mas no final, apesar de tudo, todos vão olhar para a cor da medalha de amanhã. Estou orgulhoso deste grupo que me levou a tantas finais", vincou o técnico alemão, que atribuiu um ligeiro favoritismo ao Real Madrid: "Olhando para a história, as reviravoltas que foram loucas, eu diria Real Madrid pela experiência. Quero que estejamos ao mesmo nível do Real Madrid em termos de mentalidade. O Liverpool é uma equipa muito difícil de vencer, se jogar ao mais alto nível. Não me importo com quem é o favorito."

Questionado sobre o que mudou em relação à final de 2018, Klopp foi taxativo. "Tens sempre de ganhar experiência. O primeiro dia de trabalho nunca será o melhor dia, mas a partir daí melhoras, cresces e de repente, alcançarás o sucesso. Em 2018 chegamos à final com jogadores importantes a vir de lesão, como aconteceu com Salah. Karius estava sob stress e não deveria ter jogado. Aprendes com tudo. Perdi muitas finais na minha vida e também ganhei. O problema é que jogamos contra um adversário que nunca perdeu uma [final da] Liga dos Campeões. Um dia disseram-me que quanto mais se ganha, mais hipóteses tens de perder. Espero que seja igual com o Real amanhã", enalteceu, reiterando que não vai fazer nada de diferente amanhã. "Se eu fizer algo anómalo, eles podem pensar que estou nervoso. Não estamos aqui por acaso, mas porque merecemos."

Esta final era para ser disputada em São Petersburgo, na Rússia, mas, devido à invasão da Ucrânia pelas tropas russas, foi mudada para Paris. Um tema a que Klopp também não fugiu.

"A mudança de local fez com que seja mais do que um jogo de futebol? Para dizer a verdade, até esta pergunta eu estava apenas focado no jogo. Queres que envie uma mensagem política? Estou feliz pelo facto de o jogo ser disputado aqui em Paris por mil razões. É estranho, a guerra continua e o facto de a partida não ser na Rússia é uma mensagem importante. A vida continua mesmo que tentes destruí-la. Vamos jogar esta final para todas as pessoas da Ucrânia", sublinhou.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Liga dos Campeões
Notícias
Notícias Mais Vistas