Record

Lille-Benfica, 0-0: Um zero no congelador

DETALHE QUE PODIA TER DADO A VITÓRIA SURGIU NO ÚLTIMO INSTANTE. MAS FOI O ÚNICO...

Koeman projectou bem o jogo. Achou que tudo podia ser decidido por um detalhe e na verdade foi isso mesmo que esteve quase para acontecer.

Já quando estávamos para além dos 90 minutos, o Benfica ganhou um canto. Petit marcou, Luisão apareceu ao segundo poste a cabecear a bola para Mantorras que em óptima posição atirou sobre a trave.

Foi a melhor (diria única) oportunidade de golo que o Benfica teve em todo o jogo. E que oportunidade!

No fundo, Koeman preparou a equipa e o jogo para aguardar por um momento como aquele. Montou tudo em função do jogo e do adversário, não cedendo em momento algum a uma vocação mais ofensiva que o Benfica tem por natureza. Foi frio como a noite e a equipa correspondeu. Manteve o empate no congelador e agora terá de vencer o Manchester United na Luz.

Mudanças

A atitude (ou falta dela) na 2ª parte do jogo de Braga terá justificado que alguns jogadores, como Manuel Fernandes e Geovanni, tivessem ficado no banco e outros, como Beto, tenham ganho a titularidade para o encontro de Paris.

Por outro lado, a ideia de Koeman de que o jogo iria ser de muita luta, até porque o Lille é uma equipa muito forte do ponto de vista físico, levou o treinador holandês a profundas mudanças tácticas.

Koeman recorreu aos seus quatro centrais para formar a defesa e assim partiu para um 4x4x2 que se completou com outras novidades: Nélson e Léo foram os extremos. Estiveram bem a defender, mas mal a atacar.

Táctico

Como Koeman esperava, o jogo foi muito táctico e durante grande parte do tempo privilegiou o meio-campo como espaço dessa batalha.

Percebeu-se que tanto o Benfica como o Lille estavam sobretudo a jogar no erro do adversário ou no tal detalhe que podia dar um golo.

Não deu nenhum. E bem vistas as coisas, dificilmente daria. O Lille, há que admiti-lo, foi no entanto a equipa que esteve mais próxima de o conseguir. Aos poucos foi ganhando terreno ao Benfica e chegou a criar três situações de finalização. Duas por Moussilou e outra por Acimovic. Todas elas perigosas.

Inofensivo

Jogar simples é, em muitos casos, uma virtude em futebol. Mas o jogo do Benfica na 1ª parte foi demasiado... simplório. E resumiu-se a isto: Petit a lançar a bola para os flancos onde Léo e Nélson e às vezes Alcides procuravam Nuno e Miccoli na área para uma eventual oportunidade de remate. Miccoli teve essa chance uma vez. mas perdeu muito tempo.

Reflexo da pobreza do futebol exibido pelo Benfica foi o número de remates que fez na 1ª parte: 2, sendo que o segundo nem sequer é digno desse nome.

Ai Rocha

Nada mudou durante grande parte do 2.º tempo. Aliás, o quadro até esteve mais negro para o Benfica devido ao desnorte inicial de Rocha que abriu portas ao entusiasmo do Lille.

Felizmente para o Benfica Petit voltou a pôr ordem no meio-campo com a ajuda de um Beto de vistas curtas mas sempre generoso.

Finalmente

Com a quebra física do Lille e os esticões de Mantorras, o Benfica conseguiu equilibrar o jogo. Cresceu e fez aquilo que não se vira antes no jogo: instalou-se no meio campo francês.

Aos 75’, uma excelente iniciativa de Alcides foi mal concluída por ele próprio. Bem podia ter sido o tal momento por que Koeman suspirou. Esse, como se escreveu, estava guardado para o último instante, logo depois de um “enorme” Quim ter negado o golo a Dernis. Assim, o resultado ficou como a temperatura ontem em Paris: a zero.

Árbitro

MASSIMO BUSACCA (3). Avesso a cartões, usou sempre de um critério largo tanto do ponto de vista disciplinar como técnico. Poucos erros sem gravidade.
16
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Liga dos Campeões

Notícias

Notícias Mais Vistas

M