Madrid já está em alerta máximo
O evento foi classificado de alto risco e Espanha encontra-se num nível 4 de alerta antiterrorista
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Seis meses depois da final da Taça Libertadores, Madrid prepara-se para uma nova invasão. Desta vez, não serão argentinos, mas ingleses, adeptos do Liverpool e do Tottenham, que mobilizarão o maior dispositivo de segurança alguma vez implementado na capital espanhola, superior ao utilizado no Boca Juniors-River Plate, em novembro, e no casamento do príncipe Felipe, em 2004. Estão destacados 4.700 agentes de segurança, a maioria da Polícia Nacional, aos quais se juntam elementos da Guarda Civil, Polícia Municipal, assim como efetivos dos serviços de emergência. Tudo para um evento considerado de "alto risco", devido à presença de perto de 70 mil ingleses na cidade durante a final da Liga dos Campeões.
"Além de ser um evento classificado de alto risco, estamos num nível 4 [numa escala de 5] de alerta antiterrorista", vincou María Paz García Vera, representante do governo em Madrid. A venda de bebidas alcoólicas terminará às 17 horas de amanhã, dia da final, e também se limitará a circulação de veículos pesados nas imediações do estádio Metropolitano, cujo acesso terá três anéis de controlo. Pela primeira vez, será também utilizado um drone para monitorizar o comportamento dos adeptos. "A final da Copa Libertadores foi um grande desafio e um grande sucesso, mostrando ao Mundo a imagem de um país que é seguro e experimentado na organização deste tipo de eventos", destacou Francisco Pardo, diretor-geral da Polícia Nacional.
Impacto
Os preços dos hotéis dispararam quase 1000% e a imprensa espanhola dá conta de que atualmente já não se encontram quartos a menos de 1300 euros por noite, em alojamentos de três estrelas. Daí que, em busca de alternativas, tenha existido em Portugal um aumento de 1320% na reserva de autocaravanas a partir do Reino Unido. Vale tudo para ver a final.