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Benfica: Antes «penalties» do que livres

DESEMPENHO DA EQUIPA FRENTE AO PAOK

Benfica: Antes «penalties» do que livres
Benfica: Antes «penalties» do que livres

DEPOIS de uma primeira parte entregue apenas a Kandaurov e Poborsky -- e este só em termos defensivos --, o Benfica foi acertando as movimentações do meio-campo e acabou a dominar sob o comando de Chano. A qualificação deve muito à sorte de que Heynckes já falara em Salonica. Mas Enke deu uma ajuda.

ANDRADE -- Abandonado por Poborsky no lado direito da defesa, sentiu grandes dificuldades perante Sabry e desesperou quando Vanetidis se juntou ao companheiro no ataque. Foi jogando ao seu estilo guerreiro, mas só conseguiu duas incursões válidas no ataque (8 e 69) e acabou por fazer a falta para o segundo golo grego.

PAULO MADEIRA -- Designado para marcar Valência, concentrou-se exclusivamente na tarefa e desempenhou-a bem, apesar dos percalços. No prolongamento, já sem Valência, ergueu a voz para evitar o desespero. Marcou o "penalty" que garantiu a eliminatória.

RONALDO -- Integrou-se várias vezes no ataque para repetir o brilharete de Salonica, mas caiu duas vezes em fora-de-jogo e não chegou a rematar. Controlou os movimentos da defesa e escolheu a falta cirúrgica para compensar os deslizes do meio-campo.

ROJAS -- Bem a defender, tirou duas vezes o golo ao PAOK (68 e 94) e praticamente anulou o perigo que se esperava de Vryzas. O ataque é que saiu mal: conseguiu uma boa subida (4), mas depois teve de segurar-se nas sobras dos falhanços de Bruno Basto.

CALADO -- Demasiado preocupado com a necessidade de "marcar cedo", dedicou-se inicialmente aos passes longos -- que lhe saíram quase sempre mal -- e só mais tarde, quando o desastre parecia iminente, ajudou os centrais na marcação aos jogadores que surgiam por detrás de Valência. Só rematou uma vez (113) e mal.

POBORSKY -- Jogador de contrastes, produziu alguns dos melhores lances ofensivos do Benfica, mas também deixou Andrade sozinho perante Sabry e Venetidis. Colocou sete vezes a bola na zona de remate, numa das quais Kandaurov marcou. O entendimento entre os dois foi quase perfeito.

KANDAUROV -- Foi o melhor jogador do Benfica durante a primeira hora. Fez a falta para o primeiro tento grego, mas rematou cinco vezes, fez um magnífico golo, coordenou os ataques mais perigosos em combinações com Poborsky e ainda ajudou a defesa. Quando Chano entrou, aos 72 minutos, entregou-lhe o jogo, esgotado.

BRUNO BASTO -- Voltou a correr "como um louco", como diz Heynckes, e sempre ao contrário do jogo. Não acertou um centro ou um passe à distância e, a certa altura, os colegas já nem lhe passavam a bola. Foi o primeiro substituído.

JOÃO PINTO -- Com uma exibição em crescendo, começou por falhar passes -- sete -- e perder o tempo de remate, depois assistiu duas vezes Nuno Gomes (54 e 101) e ainda arranjou um livre perigoso que Chano cobrou mal (93). Mas nunca foi "o" João Pinto, reagindo às colocações no banco ao contrário do que Heynckes esperava.

NUNO GOMES -- Muito marcado por Machairidis -- e às vezes por Dollberg ou Bandovic --, procurou espaços em zonas mais recuadas, onde revelou as suas carências técnicas falhando nove passes. Depois de ter perdido um golo logo aos oito minutos, apareceu com mais perigo na zona de remate aos 60, 63, 83 e 101, mas nunca acertou com a baliza.

MANICHE -- Com a mesmas missão de Bruno Basto, em pouco melhorou a actuação do colega, a não ser no apoio a Rojas.

CHANO -- A substituição mais conseguida. Começou na direita mas foi flectindo para o centro, encarregou-se de disciplinar o jogo perante o cansaço de Kandaurov, colocou a bola diversas vezes em zona de remate e quase marcou (101). Os livres é que saíram mal.

TAHAR EL KHALEJ -- Melhorou o lado direito da defesa e ainda tentou o ataque. Aos 103 quase resolveu a eliminatória.

JOEL NETO

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