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Benfica-Bystrica, 2-0: A goleada estava ali mas eles não quiseram

AOS 60 MINUTOS JÁ O JOGO PODIA ESTAR EM 6-0, NÃO FOSSEM OS ERROS

Para o Benfica foi demasiado fácil chegar ao 2-0 e garantir a vitória. Mas os adeptos mereciam mais respeito e futebol
Benfica-Bystrica, 2-0: A goleada estava ali mas eles não quiseram • Foto: Fernando Ferreira
O Benfica conseguiu ontem o impensável: vencer o Bystrica por um resultado mais magro que o obtido há duas semanas na Eslováquia. E não foram as sete alterações que Trapattoni fez entre um e outro jogo que justificaram tão curta vantagem, mas antes a pouca inspiração das (teoricamente) melhores unidades da equipa. Foi demasiado fácil chegar ao 2-0. Não se tinham jogado ainda 20 minutos e já o (impensável, na altura) resultado estava feito. Claro que os cerca de 10 mil espectadores esperavam e queriam mais. Daí não pouparem a equipa aos assobios, principalmente quando Zahovic, na segunda parte, na cara do guarda-redes, falhou duas finalizações por displicência. Por muito que se goste de futebol; por muito que se goste de um clube, ninguém gosta de pagar um bilhete para ver a equipa em poupança de esforços.

A paciência dos adeptos tem limites e estes foram ultrapassados quando, ao fim do quarto de hora inicial da segunda parte, o resultado já devia mostrar 6-0 e não saía dos 2-0. Porque Zahovic (duas vezes), Nuno Gomes e Amoreirinha falharam bolas de golo.

Jogar pelo seguro

Trapattoni, mesmo com a proximidade do difícil jogo de Guimarães, não abdicou de actuar com alguma segurança. Daí a opção por Petit e Simão, que bem podiam ter ficado a descansar. E se ao primeiro apenas deu 45 minutos de jogo, já o segundo teve de andar (e foi dos melhores) pelo relvado cerca de uma hora.

Dar ritmo de jogo a Amoreirinha, Argel, Paulo Almeida, Dos Santos e Zahovic foi outra das ideias do italiano, mas alguns destes jogadores ou não quiseram nada com aquilo (como Zahovic) ou reveleram não ter capacidade para muito mais (como Amoreirinha). Já Geovanni quase que se recusou a jogar pelo corredor, caindo sistematicamente na zona central do campo. Curiosamente, num dos únicos cruzamentos que fez desde a direita, ofereceu o golo a Nuno Gomes.

Mais novidades

Para a segunda parte estava reservada a possibilidade de observar Everson. Este brasileiro, contratado no Verão e com apenas cinco minutos de competição oficial (em Coimbra) mostrou muito pouco (quase escrevia... nada), ao contrário de Carlitos (última opção a saltar do banco), que animou os adeptos em três lances de dribles interessantes, à imagem do que fazia há um ano no Estoril. Mas, se isso é fácil de fazer contra jogadores muito fraquinhos como os do Bystrica, vai chegando a hora de ele trabalhar no sentido de melhorar as capacidades nos jogos da SuperLiga.

Nunca mais acaba?

O ritmo de jogo foi quase sempre baixo, mas na segunda parte nem à velocidade de treino de conjunto o Benfica chegou. Sem Petit e sem Simão no relvado; com Zahovic sem correr e com Paulo Almeida a passar para o lado, era, de facto, difícil dar alguma rapidez ao futebol, para mais quando os laterais também estavam pouco interessados em empenhar-se a fundo no jogo (embora Dos Santos tenha disfarçado bem e surgido para lá do meio-campo uma mão-cheia de vezes). Assim, só a entrada de Carlitos, repete-se, animou um pouco a noite e um jogo que teimava em não chegar ao fim. Aliás, a dada altura, o marcador electrónico do estádio quis fazer um favor a todos: passou directamente do minuto 74 e 59 segundos para o minuto 80. Sempre seriam menos cinco minutos, mas como era o relógio do árbitro a marcar o tempo oficial...

O Bystrica repetiu-se em relação ao jogo da Eslováquia, ou seja, quase não passou do meio-campo no segundo tempo e, dessa forma, também não ajudou a "motivar" os jogadores encarnados para actuarem de outra forma. O guarda-redes, com uma grande defesa na primeira parte, foi o único a dar nas vistas.

Venham os grupos

O Benfica vai estar, com o resultado global de 5-0, na primeira edição da Taça UEFA disputada em grupos. Cada um dos oito terá quatro equipas, com garantia de apuramento para os três primeiros. Dê o sorteio aquilo que der, a verdade é que, com as equipas que estão em prova, o Benfica tem de ambicionar chegar aos 16 avos de final desta prova. À partida, duas vitórias chegam para atingir esse objectivo e se o mesmo for conseguido, então, o Benfica, pelo segundo ano consecutivo, garante estar na competição até ao próximo ano.

Árbitro

Philippe Leuba (2). Num jogo muito fácil de dirigir, o juiz suíço fartou-se de inventar ou, dito de outra forma, fechou demasiadas vezes os olhos a entradas que valiam claramente o cartão amarelo. Começou por poupar Geovanni (na primeira parte) à admoestação e na segunda metade manteve o critério para Everson e Kentos. Vá lá que ninguém se aleijou...
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