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Benfica combate o fogo com gelo e cala o Inferno do PAOK

JUPP HEYNCKES DEU «SHOW» NO BANCO E CRIOU CONDIÇÕES PARA UMA EXCELENTE SEGUNDA PARTE

Benfica combate o fogo com gelo e cala o Inferno do PAOK
Benfica combate o fogo com gelo e cala o Inferno do PAOK

JOSÉ MANUEL DELGADO, LUÍS PEDRO SOUSA e FRANCISCO PARAÍSO, enviados especiais

Salónica - O Benfica deu um passo de gigante para seguir em frente na Taça UEFA. No estádio Toumba,que fez jus à fama de “inferno” que o precede, os encarnados encontraram, ao longo dos 90 minutos, tempo para sofrer, tempo para controlar e tempo para sonhar. A vitória conseguida é feliz, numa partida a que o empate assentaria melhor. Mas os benfiquistas tiveram no banco um auxiliar precioso, que leu o jogo de forma magistral e encontrou, atempadamente, os antídotos certos para debelar os males de que a equipa padecia. Jupp Heynckes, que diz sempre que quem ganha e perde jogos são os futebolistas, pode bem reclamar para si uma larga fatia na segunda vitória consecutiva do Benfica fora de casa numa competição europeia. A propósito: Há quanto tempo não vivia o Benfica em tal abastança?

VIRAM-SE GREGOS

O PAOK entrou a todo o vapor. Mal o árbitro apitou e logo os comandados de Arie Haan trataram de pôr a cabeça em água aos encarnados. O Benfica falhava as marcações a meio campo e os primeiros minutos foram verdadeiramente penosos, excepção feita a um lance de “penalty” de Dollberg sobre João Pinto a que o árbitro (caseiro) fez vista grossa.

Heynckes optou por apresentar um onze onde a influência de Kandaurov e Calado na manobra defensiva era enorme. A consistência dos encarnados passava pela segurança destes jogadores e o que se viu foi que Kandaurov teve imensa dificuldade em encontrar o seu “sítio” no campo. Com que consequências? Os médios e avançados do PAOK apareceram com a bola controlada em situações perigosas de um-contra-um com a defesa benfiquista, que criaram muito perigo. Só nos primeiros cinco minutos o PAOK podia ter inaugurado o marcador. Foi preciso esperar pelo quarto de hora para o Benfica começar a acertar agulhas, arrefecendo os ímpetos gregos. Aos 20 minutos as operações estavam mais ou menos controladas e os encarnados passaram a aplicar a lição que estava bem estudada para os momentos em que a posse de bola lhes pertencesse. Foi, contudo, Sol de pouca dura e os minutos derradeiros do primeiro tempo foram passados de “credo na boca”.

HEYNCKES PROTAGONISTA

Nas cabinas ficaram Okunowo, que nunca atinou com a marcação a Sabry e logo aos 12 minutos foi amarelado e Poborsky, que se desgastou em labor defensivo ao longo dos primeiros 45 minutos. Para os seus lugares entraram Andrade e Bruno Basto, passando Maniche para a direita. Foi uma jogada de mestre que equilibrou o jogo. E, a partir das alas, o Benfica entrou no seu melhor período, começando a abrir brechas no PAOK. Quando Georgiadis foi expulso, aos 62 minutos, eram os encarnados que mandavam no jogo, realizando uma razoável circulação de bola. Esse factor foi melhorado quando João Pinto deu o lugar a Chano. O capitão benfiquista - que muito trabalhou defensivamente -- dava sinais de fadiga e estava a perder muitos passes. Com o espanhol a qualidade da posse de bola encarnada aumentou o que acentuou as dificuldades dos gregos, que sentiram muito terem ficado reduzidos a dez unidades e mais se foram abaixo quando Nuno Gomes fez o zero a um.

FINAL FRENÉTICO

O PAOK, em desvantagem, perdeu o fulgor e atacou mais “por obrigação”, ajudado pelo seu público, que por convicção e viria a empatar, já à beira do fim, num lance de bola parada. Tudo parecia resolvido - com justiça, assinale-se, já que a igualdade traduziria melhor a verdade deste jogo - mas até ao lavar dos cestos é vindima. Ronaldo, depois de um pontapé-de-canto rematou um lance embrulhado e fez o um a dois. Nas bancadas, onde ainda se festejava o empate, o golo encarnado caiu como um balde de água gelada. A vitória encarnada estava consumada. Com muito sofrimento, alguma fortuna e muita convicção. Com momentos de desnorte e outros de bom futebol, numa exibição desigual que acabou por ter um final feliz.

O árbitro suiço foi “caseiro”. Fosse pelo ambiente, fosse por que fosse, o certo é que o sr. Schoch não viu a grande penalidade sobre João Pinto (7 minutos) e mostrou sempre maior severidade disciplinar com os encarnados. Na expulsão de Georgiadis... não tinha outra alternativa.

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