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Benfica-D. Zagreb, 2-0: Um sorriso amarelo no regresso às vitórias

CRÓNICA

Após dois empates, o Benfica voltou a vencer. Depois da desfeita do Rio Ave, era de esperar mais que o cumprimento do dever
Benfica-D. Zagreb, 2-0: Um sorriso amarelo no regresso às vitórias • Foto: João Trindade
Uma noite europeia fria, pela temperatura mas também pela ausência de público, permitiu ao Benfica reencontrar a felicidade abalada pelo empate frente ao Rio Ave. E sendo verdade que os encarnados espreitam a Europa com moderada expectativa, tiveram a prova de que enquanto defrontarem equipas como o Dínamo Zagreb podem alimentar a esperança de seguir em frente.

Ontem, o Benfica aproveitou a hora e meia para se reencontrar com as vitórias (no último mês só tinha ganho ao V. Setúbal) e recuperar o sorriso desfeito no passado fim-de-semana. Um sorriso amarelo, diga-se de passagem, feliz só na medida em que cumpriu o dever de ganhar. Porque no resto, o empolgamento esteve ausente, a revolta foi moderada e nem os sinais de que podia construir uma noite de gala foram aproveitados para o empertigamento que as bancadas esperavam e pelo qual chegaram a reclamar.

Dois avançados

Trapattoni apresentou o sistema dos últimos jogos, com dois pontas-de-lança, dois médios de zona central e dois extremos - Simão mais junto à linha, Geovanni um pouco mais metido para dentro, à espera das subidas do lateral-direito João Pereira.

As facilidades no lançamento do embate, traduzidas em vitórias claras nos duelos individuais do meio-campo, foram aproveitadas para construir o resultado e cavar ascendente moral sobre o adversário. O Dínamo sentiu que, depois do segundo golo benfiquista, pouco ou nada poderia fazer para evitar a derrota. E, assim, entregou-se à tarefa de evitar males maiores: tapou os caminhos de acesso à baliza e optou por marcação individual em todo o campo a Simão, ele que esteve na origem de quase tudo de menos mau que os encarnados construíram.

O costume

Perante as circunstâncias de um jogo ganho, do adversário pouco exigente e do cenário pouco motivador, o Benfica passou o resto do tempo a gerir a vantagem. Sem entusiasmo, indiferente às emoções alteradas nas bancadas depois de desperdiçada a reconquista do primeiro lugar da SuperLiga.

A equipa voltou a mostrar que sabe estar atrás (onde defende com posicionamento correcto e boa articulação perante a bola e os adversários) e à frente (onde ataca com critério, segurança na construção e automatismos cada vez mais visíveis). Mas não tem eficácia a jogar de trás para a frente, naquele espaço em que o talento se alia à velocidade e à dinâmica para criar o factor surpresa, indispensável no futebol.

Ter a bola

O Benfica resumiu, assim, virtudes e defeitos: se não tem a bola recua e defende sem armas para contra-atacar (como na segunda parte); se tem a bola, instala-se no meio campo contrário, assume o poder de fogo que possui junto à área, mas fica demasiado vulnerável às saídas rápidas do adversário (sucedeu no segundo tempo).

Árbitro

G. PAPARESTA (3). Trabalho seguro e discreto do italiano, sem influência no jogo e muito menos no resultado. Na repetição da grande penalidade, por alegada paradinha de Simão, não sabemos se está certo ou errado. Se estiver certo, todos os outros árbitros estão errados; se estiver errado, pronto, foi esse o seu maior pecado na Luz.

Clubes europeus revêem quarteto

Juventus (segue Petit), Inter (Luisão na agenda), Hertha (Sokota referenciado) e Marselha (está de olho em Petit, Sokota e Karadas) enviaram ontem emissários ao Estádio da Luz. Everton, Estugarda, Fiorentina, Celta e Federação croata também estiveram representados. O Estoril, que joga na Luz dia 5, observou as águias.
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