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Beveren-Benfica, 0-3: Zahovic tão fresquinho e belgas tão tenrinhos

ENCARNADOS APRECIARAM O PASSEIO À BÉLGICA MAS FALHARAM A GOLEADA

Adivinhava-se que ia ser fácil. E foi. Muito fácil. O Benfica assegurou cedo a vitória, garantiu os 9 pontos no grupo, mas falhou a goleada
Beveren-Benfica, 0-3: Zahovic tão fresquinho e belgas tão tenrinhos • Foto: Pedro Ferreira
O Benfica cumpriu o essencial (qualificação para a segunda fase da Taça UEFA), mas perdeu a possibilidade de construir uma goleada mais robusta, quiçá até histórica.

Ficou, pois, por reconquistar o entusiasmo que Trapattoni pretendia renovar, mas depois dos recentes maus resultados, a águia só tem é de apreciar este passeio à Bélgica. Além disso, "ganhou" Zahovic, que perante tão frágil oposição recorreu à sua indiscutível classe para provar que está bem fresquinho.

"Penalty" a abrir

Trapattoni não enganou ninguém: Zahovic e Bruno Aguiar jogaram de início. "Za", para que o Benfica desenvolvesse o seu jogo segundo o sistema 4x2x3x1, e Bruno Aguiar, para garantir maior coesão defensiva face ao esperado entusiasmo dos jovens belgas, perdão costa-marfinenses, uma vez que o onze do Beveren contava com dez (!) africanos.

O entusiasmo, porém, durou pouco. E não foi por falta de apoio do ruidoso e conflituoso público do Freethiel (aos 5' já andava tudo à "batatada" mesmo debaixo do nosso nariz... pingado, o que talvez tivesse como objectivo aquecer o ambiente, naturalmente muito frio nesta altura do ano). Só que o "penalty", logo aos três minutos, e a consequente expulsão de Copa desequilibraram ainda mais os pratos da balança.

Karadas perdulário

A partir daí, era uma questão de o Benfica se aplicar mais ou menos para conseguir sair de Beveren com uma goleada ou só com... uma goleada.

Para isso, no entanto, tinha de contar com alguma precisão no momento do remate. Não foi o que aconteceu até ao intervalo. Sempre que Karadas apareceu em situações de finalização, conseguiu fazer sempre o mais difícil: falhar. Às vezes, chegou a irritar, nomeadamente num lance em que ao invés de galgar terreno para encurtar o espaço para a baliza, optou por atirar de primeira, levando a bola a sair sobre a barra.

Karadas foi o mais perdulário, mas o Benfica teve pelo menos mais três ou quatro oportunidades para marcar. Acabaria por chegar ao 2-0 por intermédio de Zahovic, que "leu" bem a iniciativa de João Pereira e abrilhantou o lance com uma simulação que "partiu" o desamparado guarda-redes do Beveren.

Esse e outros lances conseguiram conquistar o público do Freethiel que, sempre com o "penalty" atravessado, desejavam ardentemente por uma vingançazinha do seu grupo de marfinenses.

E a verdade é que o Beveren até podia ter marcado um golinho, não fosse Moreira (aos 25') desviar com uma palmada o remate de Sanogo.

Foi nesse minuto, aliás, que Paulo Almeida se lesionou, o que obrigou Trapattoni a lançar em campo Geovanni e a desviar Bruno Aguiar para o centro do terreno.

Ideal para "Za"

Nada mudou na 2ª parte. Nem sequer apareceram caras novas. O jogo manteve-se num ritmo calmo e só acelerava quando um jogador do Beveren, depois de lançado para uma acção de contra-ataque, conseguia controlar a bola e mostrava então as suas habilidades técnicas, que normalmente resultavam em... zero.

O Benfica também não se meteu em grandes velocidades. Instalado no meio-campo do Beveren, manteve Luisão e Rocha atentos aos movimentos do pequeno Sanogo e fez circular a bola com serenidade. O repentismo de Geovanni ainda provocou algumas alterações ao biorritmo da águia, mas nada de muito acentuado.

Foi, afinal de contas, o jogo ideal para Zahovic, que além de aparecer muito fresco, como tinha dito Trapattoni, apareceu sobretudo muito solto, sem marcação e portanto em óptimas condições para jogar e fazer jogar a equipa. Za fez, aliás, o terceiro golo num lance em que, uma vez mais, previu o que ia acontecer e apareceu no sítio certo (sem estar "off-side" como os belgas tanto reclamaram) a finalizar.

Experiências

À entrada do último quarto de hora, Trapattoni aproveitou para fazer experiências: Everson foi jogar ao lado de Manuel Fernandes, Bruno Aguiar foi devolvido à direita e Geovanni passou a jogar no apoio ao ponta-de-lança, Sokota. O croata ainda meteu a bola na baliza (aos 82'), a passe de Simão, mas o árbitro assinalou um fora-de-jogo, o qual temos muitas dúvidas que tenha existido. Ninguém levou a mal e assim o árbitro sueco sempre poupou mais alguns assobios. E, atendendo ao ambiente, sabe-se lá que mais... O 3-0 manteve-se no marcador, mas podiam ter sido mais.

Árbitro

Martin Hansson (2). Um conselho: não deve visitar Beveren tão cedo. Quando assinalou o "penalty" e expulsou Copa, os adeptos do Beveren "passaram-se". A verdade é que se poucas dúvidas haverá no derrube de Copa sobre Karadas, foi clara a falta do norueguês sobre Mahan para ganhar o lance. Acabou por impor a sua autoridade. Com o tamanho que tinha...
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