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Dollberg: «Rojas é forte fisicamente e um ser humano fantástico»

ÚNICO JOGADOR DO PAOK, QUE FALA PORTUGUÊS

Salonica -- Christian Dollberg é o único jogador da equipa do PAOK a falar português. Este defesa argentino, de 1,97 metros, assume-se igualmente como o elemento da formação grega que melhor conhece o futebol luso, fruto dos compatriotas, companheiros de equipa ou amigos pessoais a actuar em Portugal.

Com o período de férias gozado religiosamente no Brasil, nomeadamente na região do Rio de Janeiro, Dollberg conversou largos minutos com a nossa reportagem, fazendo questão de falar sempre na língua de Camões. Aliás, a curiosidade demonstrada pelo argentino pelos temas directa ou indirectamente relacionados com o futebol português foi tanta, que, em muitos momentos, foi o "gigante" argentino o entrevistador.

Do Benfica, conhece perfeitamente Carlos Bossio e Ricardo Rojas, de quem foi companheiro de equipa no início da carreira. O próprio Dollberg fez questão de conduzir a conversa, quando o tema versou os jogadores argentino e paraguaio.

"Conheço muito bem o Rojas e o Bossio. Principalmente, o Rojas. Fomos companheiros de equipa nos amadores do Argentinos Juniors, quando tínhamos 20 anos. É uma pessoa maravilhosa. Humilde. Um ser humano fantástico. Trata-se de um jogador muito forte. Muito dotado do ponto de vista atlético. O Bossio jogou na selecção argentina. É experiente e tem muita presença na baliza. Trata-se, quanto a mim, de um dos melhores guarda-redes do meu país."

As perguntas deste defesa-central, de 27 anos, que o PAOK contratou ao Boca Juniors, foram tantas, que ficou a saber as razões de Bossio não jogar no Benfica. Os comentários de Dollberg não se fizeram esperar.

"Realmente, eu lembro-me de ter lido num jornal argentino que havia problemas com o pagamento do Bossio... Mas não pagam porquê? Não têm dinheiro?! Com tantos adeptos, como é possível que o Benfica não tenha dinheiro?!"

A curiosidade de Dollberg foi mesmo mais longe. Não houve jogador argentino que tivesse passado por Portugal nos últimos anos, ou a actuar hoje em dia no nosso país que não merecesse comentários e perguntas do "gigante" do PAOK Salonica.

Walter Paz, Mogrovejo, Duscher ("o miúdo da selecção", como lhe chamou carinhosamente), Kmet, Giménez e até o chileno Viveros mereceram reparos elogiosos do central da formação grega. Dollberg estendeu, por último, o raio de acção ao Brasil e, como não podia deixar de ser, lançou mais um tema para debate: "Por que razão o Jardel não é convocado para a selecção?"

DOLLBERG JÁ TINHA DADOS

Salonica -- O argentino é um conversador por natureza. Tantas são as perguntas formuladas, os temas abordados e as informações trocadas, que o defesa-central do futuro adversário do Benfica na Taça UEFA sente-se habilitado a falar de quase tudo, nomeadamente quando o assunto em debate se relaciona com a profissão que abraçou.

Assim, quando confrontado com o facto de o PAOK Salonica defrontar os encarnados nas competições europeias, Christian Dollberg lembrou-se imediatamente das impressões trocadas com o colombiano Jorge Bermúdez e o compatriota Claudio Caniggia, nos tempos do Boca Juniors.

Tanto o central como o avançado forneceram-lhe informações positivas sobre o Benfica, o que não deixa de ser curioso, nomeadamente da parte de Caniggia, cuja presença e, principalmente, a saída dos encarnados estiveram sempre envoltas em alguma polémica.

"O Bermúdez e o Caniggia falaram-me muito do clube. Disseram-me que o Benfica era poderoso, a equipa mais forte de Portugal, a par do FC Porto. Será, assim, uma eliminatória muito difícil para nós", referiu Dollberg.

O central do PAOK Salonica não deixou, contudo, que a conversa se mantivesse neste tema. Pediu, mais uma vez, explicações. Desta feita, sobre o treinador que aconselhou a saída de Bermúdez do Benfica...

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