«O Rafa tem o próprio feitio dele»
Rafa, com três jogos seguidos a marcar, chegou recentemente aos 350 jogos pelo clube. Como é que tem sido para si trabalhar com um jogador como ele, uma vez que no ano passado jogava mais no corredor central e agora está mais aberto na linha?
"Tem sido fácil, sinceramente tem sido fácil. O Rafa tem o próprio feitio dele. Todos vocês conhecem, se calhar até melhor do que eu, independentemente de eu o conhecer há muitos, muitos anos e de o ter defrontado. Uma coisa é defrontá-lo, outra coisa é estar com ele. O Rafa está feliz como o resto da equipa também está. Só ficámos tristes dois dias durante estas oito semanas que estamos juntos: foi no primeiro jogo, como comentei há pouco, da Liga Europa e um jogo, infelizmente sem adeptos para nós no Estádio da Luz, contra o Académico Viseu, por essa mesma razão e pelo resultado que não conseguimos obter. De resto, tenho sentido o Rafa a trabalhar bem e acho que isso tem provado nos jogos. Não sou só eu que estou a dizer: acho que a forma como mais uma vez hoje vejo o Rafa a fazer na nossa transição defensiva recuperações e a cobrir quando perdemos na lateral ou quando perdemos médio, sendo o primeiro jogador a reagir, isso deixa-me muito, muito feliz. Ele sabe que é algo que é quase obrigação para nós enquanto equipa ter todos os jogadores a poder fazê-lo. Acho que quando os jogadores da frente começam e dão esse sinal, nós só ganhamos como equipa. Referiu o Rafa, mas percebe-se em todos os jogadores. Isso tem de ser uma identidade da nossa equipa, esse aspeto tem de ser uma identidade da nossa equipa. Vê-lo a marcar, vê-lo feliz, vê-lo, entre aspas, a divertir-se dentro de campo, mas divertir-se de uma forma séria e profissional, para mim é o mais importante. Depois tem trabalhado muito forte, tem trabalhado bem. Um jogador da frente, como falei há pouco do Prestianni, é importante ter números, é importante marcar golos, e ele tem marcado, tem assistido também, e para nós deixa-nos satisfeitos. Em relação à posição, eu concordo convosco: é claro que o Rafa nos últimos anos tem sido um jogador muito mais de corredor central do que jogar por fora. Devido às carências que tivemos durante a pré-temporada nos corredores, porque o Lukebakio não estava connosco, o Andreas não estava connosco, o Prestianni teve os primeiros dois jogos oficiais castigado, começámos a usar o Rafa e a prepará-lo para os primeiros jogos de Liga Europa no corredor, ou na esquerda ou na direita. Atendendo à forma como nos temos posicionado, é um jogador que parte de fora, mas acaba sempre por vir para espaços interiores e jogar no espaço interior. Não está sempre lá, porque depois defende o corredor também, mas tem partido de lá para depois cair no espaço interior onde ele é forte.
Termina a conferência