Villas-Boas lembra truque motivacional na final ganha em 2011: «Até nos atrasámos para chegar ao estádio»

Treinador que guiou o FC Porto à conquista da Liga Europa há 11 anos recordou jogo decisivo em entrevista à Sport TV

• Foto: Reuters
Andre Villas-Boas recordou a final da Liga Europa ganha ao serviço do FC Porto em 2011, num dia em que se comemora os 11 anos dessa conquista pelos dragões. O treinador português falou em exclusivo à Sport TV, no Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, em Sevilha, que será o palco da final de hoje entre Eintracht Frankfurt e Rangers.

"É especial, mas são sabores diferentes. Vim aqui com o FC Porto faz hoje 11 anos e ganhei. Aproveito para parabenizar o FC Porto e aquela equipa mágica. Depois voltei com o Zenit e perdi. Sevilha significa muito para o FC Porto pela vitoria [na Taça UEFA] em 2003. Estava um calor insuportável como hoje", começou por referir o antigo técnico dos dragões, que marca presença em Espanha por iniciativa da UEFA.

"Estou aqui por iniciativa da UEFA e um concurso que lançaram para atribuição de 11 bilhetes para a final e que dava direito a uma palestra técnica sobre preparação das equipas e aspetos táticos. E a UEFA contribuiu para a minha associação, que continua a crescer", contou Villas-Boas, que revelou ainda uma forma usada para motivar os jogadores do FC Porto, antes da final de 2011.

"Na caminhada para a final, e no momento até aí, utilizam-se todos os truques [para motivar] e há que ter atenção ao detalhe. Nessa final de Dublin, passámos um vídeo das famílias a desejar boa sorte e acabaram todos a chorar. Perdeu-se algum foco e até nos atrasámos para ir para o estádio", assumiu.

"As duas equipa estão preparadas taticamente para este jogo. É interessante ver um duelo entre equipas com dois estilos diferentes, mas a motivação está nos píncaros. Com o apoio dos adeptos que já se faz sentir lá fora e tudo isto faz destas finais momentos especiais e esperemos que seja mágica para os dois clubes", anteviu.

Futuro e regresso ao futebol

"Agora sou muito seletivo e tenho outras ambições que são públicas, por isso, para mim é uma fase de preparação para as mesmas. São desafios que têm de ser bem escolhidos. Momentos como este são sempre importantes: pisar o relvado, sentir o balneário, falar sobre as equipas. Isso deixa-me mais perto do jogo também."

Chegada de Artur Jorge à equipa principal do Sp. Braga

"São as decisões que fazem parte do futebol. Do que sei do Artur Jorge, tem apostado na formação. Seguramente há de ter sido uma escolha na aposta pela formação e que tantos resultados tem dado ao clube, tanto dentro das quatro linhas como em futuros negócios.  Desejo a maior sorte ao Artur. Os desafios da 1.ª Liga são sempre especiais e intensos."

Teremos o regresso de Villas-Boas ao futebol português?

"Vamos ver. Nunca se pode dizer nunca. Restam-me dois anos de carreira no máximo. Se houver projetos específicos tenho de ver primeiro."

Há alguma equipa que prefira das duas que estão na final da Liga Europa?

"Gosto muito da forma de jogar do Frankfurt e dos princípios de jogo do 3x4x3. São interessantes e têm muito boa dinâmica. O Rangers joga em 4x2x3x1 no campeonato e transforma o seu sistema quando joga contra linhas de três. Vive da criatividade do extremo esquerdo e das corridas do lateral-direito para finalizar. O mais criativo é o Kent, do lado esquerdo. É uma equipa que dá a bola ao adversário. Os aspetos da pressão e motivação serão fundamentais. São duas equipas que pressionam bem e perdem muito a bola. Conheço bem os escoceses, tirei lá os meus cursos. Tenho ali um fraquinho do lado do Frankfurt e ainda temos o Gonçalo Paciência, que é filho do meu ídolo [Domingos Paciência]. Portanto são sentimentos divididos, mas mais atraído pelo Frankfurt. Mas em termos de ambição os escoceses batem tudo. Isso pode fazer a diferença", concluiu.
Por Record
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