A Taça que falta ao Real Madrid
Ronaldo já ganhou pelo Man. United mas espera repetir proeza vestido de blanco...
Doze anos depois, o Real Madrid volta a ter a oportunidade de reinscrever o seu nome na lista dos clubes campeões do Mundo, só que desta vez já não disputa a Taça Intercontinental – que ganhou três vezes (1960, 1998 e 2002) –, mas sim o Mundial de Clubes, cujo troféu ainda não tem, naturalmente. Depois de ter participado por convite na edição experimental em 2000 – em que acabou em 4.º lugar –, o Real chega agora à competição como campeão europeu em título e principal favorito à conquista final.
Para isso, além da experiência de Carlo Ancelotti, o Real conta com o melhor do Mundo: Cristiano Ronaldo já ganhou a competição em 2007 ao serviço do Manchester United e pode, em Marrocos, juntar mais um título em 2014 ao currículo, depois de ganhar a Taça do Rei, a Liga dos Campeões Europeus e a Supertaça Europeia.
Relacionada
Com Pepe, Fábio Coentrão e Ronaldo numa lista de convocados cuja surpresa é a presença do jovem Medrán, o Real estreia-se na competição no dia 16, em Rabat, defrontando o vencedor do jogo entre os mexicanos do Cruz Azul e os australianos do Western Sydney Wanderers, dois dos seis clubes que vão lutar contra o favoritismo do Real Madrid.
E Record falou com Fábio Ferreira, português que joga no Adelaide United, da Austrália, e que venceu o Western Sydney Wanderers por 2-0 na semana passada, tendo marcado um golo. A ideia foi perceber até que ponto é que os australianos podem surpreender: “É uma equipa muito forte fisicamente. Tem alguns jogadores tecnicamente bons, mas o poder físico é, sem dúvida, o que melhor os carateriza. Já tinha essa ideia e reforcei-a depois de defrontá-los na última jornada do campeonato.”
Evitar surpresas
Ainda assim, a maior probabilidade é que o Real Madrid defronte o Cruz Azul nas meias-finais, num jogo que é proibido facilitar. O Cruz Azul tem um plantel com vários internacionais e experientes e pode, até, revelar-se um adversário mais perigoso do que o San Lorenzo.
Arranque hoje
O torneio inicia-se hoje com o anfitrião Moghreb Tétouan e o Auckland City a disputarem a última vaga nos quartos-de-final, fase em que já se encontram ES Sétif, Cruz Azul e Sydney Wanderers. Real Madrid e San Lorenzo, os grandes favoritos, só entram em cena nas “meias”, agendadas para os dias 16 e 17.
Ancelotti persegue feito de Guardiola
• Se há alguém no Real Madrid que já sabe o que é ganhar um Mundial de Clubes são, talvez, aqueles de quem o clube mais precisa: Carlo Ancelotti e Cristiano Ronaldo. O italiano conquistou a prova em 2007, pelo Milan, batendo os argentinos do Boca Juniors na final. Ancelotti procura o 2.º troféu para continuar a perseguir o técnico mais titulado na prova: Pep Guardiola ganhou duas vezes com o Barça e uma pelo Bayern. Se vencer, o Real iguala o Milan como clubes com mais Intercontinentais/Mundiais de Clubes: 4.
OS RIVAIS DO REAL MADRID
Cruz Azul: Vários nomes conhecidos e muita ambição na bagagem
Orientado pelo experiente Luis Fernando Tena, o Cruz Azul é o forte candidato a defrontar o Real Madrid nas meias-finais já que defronta o Auckland City no sábado.
Com um plantel recheado de vários internacionais mexicanos – Corona, “Maza” Rodríguez, Gerardo Torrado e Marco Fabián – e com alguns jogadores conhecidos dos adeptos europeus – Luis Perea (a grande ausência por lesão), Formica e Pavone –, é uma equipa a ter em conta. “Vamos muito motivados para o Mundial, para honrar o Cruz Azul”, disse Torrado.
Sydney Wanderers: O clube que se fez grande de um dia para o outro
Fundado a 4 de abril de 2012, a curta história do West Sydney Wanderers já dava para escrever um livro: no primeiro ano ganhou a fase regular da liga e foi à final, perdendo frente ao Central Coast Mariners; no segundo ano, voltou à final mas tornou a perder, desta vez frente ao Brisbane Roar. No entanto, o 2.º lugar valeu-lhe a ida à Champions asiática, que viria a ganhar na final ao Al Hilal, sendo o primeiro clube australiano a erguer o troféu.
Sem estrelas no plantel, o maior nome é o do técnico Tony Popovic, ex-internacional australiano, obreiro deste feito.
Moghreb Tétouan: Anfitrião espera repetir a gracinha do Raja Casablanca
Campeão marroquino este ano, o Moghreb Tétouan participa nesta edição do Mundial de Clubes por ser o clube da casa, tal como aconteceu com o Raja Casablanca no ano passado. A ideia de Aziz El Amri, técnico que chegou ao clube em 2011 e já ganhou dois campeonatos marroquinos, é essa: “É muito difícil participar várias vezes desta competição. Espero que os nossos resultados honrem o futebol marroquino. Acredito que a equipa fará uma bela competição.”
O Mohgreb Tétouan dá o pontapé de saída na competição, hoje, frente ao Auckland City, de João Moreira.
Auckland City: Português é grande ausente no tiki-taka neozelandês
Os neozelandeses do Auckland City já começam a ter um lugar reservado no Mundial de Clubes: presentes pela 4.ª vez, voltam a defrontar o clube anfitrião no primeiro jogo, depois de terem perdido 2-1 com o Raja Casablanca no ano passado. A grande ausência no plantel é João Moreira, verdadeiro globetrotter português que se encontra lesionado.
Com um técnico catalão – Ramon Tribulietx –, o futebol do Auckland City é normalmente apelidado de “tiki-taka da Nova Zelândia”, apesar de só este ano terem ganho o campeonato.
San Lorenzo: O novo troféu ambicionado após vencer a Libertadores
Liderado em campo pelo ex-sportinguista Leandro Romagnoli, o San Lorenzo alcançou este ano o que procurava desde 1960: conquistou a Taça Libertadores da América, ao derrotar o Nacional do Paraguai a duas mãos na final. Mas se era esse o troféu que faltava ao clube argentino – já tinha uma Sul-Americana e uma Mercosul – agora é... o Mundial de Clubes (ex-Taça Intercontinental).
Edgardo Bauza, técnico que perdeu a final do Mundial de Clubes 2008 com o LDU Quito frente ao Man. United, pode reencontrar Ronaldo em nova final.
Es Sétif: Uma liderança auspiciosa que já deu os melhores frutos
Vinte e seis anos depois, o ES Sétif voltou a sagrar-se campeão africano sob o comando de Kheïreddine Madoui, ex-jogador do clube que se estreia como treinador da melhor maneira. E convém dizer que o ES Sétif foi pressionado a desistir da Liga dos Campeões Africanos pela Federação Argelina mas optou por não fazê-lo. E bem.
Tendo Soufiane Younés como maior figura, o ES Sétif eliminou os congoleses do TP Mazembe nas “meias” da Champions Africana e repetiu a proeza com o AS Vitta Club. É, por isso, o favorito a defrontar o San Lorenzo nas meias-finais.
Todos os jogos do Mundial de Clubes em direto e grátis na DAZN.
Mundial Clubes